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Avaliação completa do novo modelo: Kia Soul

Carro Kia Soul 2025 branco com teto preto, em ambiente interno com piso refletivo e plantas ao fundo.

All-new Soul? Pra mim, ele ainda parece bem com o antigo.

E é justamente essa a intenção. A Kia resolveu não reinventar à toa o que já funciona: a posição de dirigir mais alta, as linhas retas, as grandes áreas envidraçadas e as lanternas lá em cima, perto do teto, continuam sendo marcas registradas. Só que, apesar desse ar familiar, absolutamente nenhum painel de carroceria do modelo anterior foi reaproveitado.

Por dentro, a história muda mais: o Soul ganhou um interior novinho, com espaço para encaixar mimos como central de navegação de 8 polegadas, piloto automático, bancos de couro e vários recursos de assistência para quem dirige com mais cautela.

Bonito, mas com cara de barato?

Nada disso. Assim como a Hyundai (do mesmo grupo), a Kia já não vive só de carro “custo-benefício” no sentido mais básico. A qualidade dos materiais subiu muito e também houve ganho de espaço: mais folga para cabeça, pernas e ombros na frente, além de um pouco mais de espaço para as pernas de quem vai atrás.

Mesmo assim, vale pensar bem nos opcionais. Dá para combinar cores internas bem esquisitas, e há 11 tons de carroceria, além de quatro opções bicolores para chamar a atenção de qualquer pedestre num raio de uns 450 metros. Se errar a mão nessas combinações, é bem provável que o seu Soul seja mais difícil de vender daqui a alguns anos.

E por baixo da pele?

O novo Soul usa uma plataforma baseada no Kia cee'd mais recente, com dois terços da carroceria reengenheirada feitos de aço super-resistente, o que rende 29 por cento a mais de rigidez torcional.

A Kia também prendeu a suspensão dianteira em um subchassi próprio com quatro buchas (o modelo antigo não tinha nenhuma), mexeu nos amortecedores traseiros para dar mais curso de suspensão e até reposicionou a caixa de direção - tudo para tentar melhorar conforto e comportamento.

Deu certo?

É pouco provável que você saia correndo para a concessionária Kia mais próxima se o seu hobby é atacar passos alpinos todo fim de semana, mas, como carro para rodar tranquilo, o Soul vai bem. Há duas opções 1.6, e a escolha é sempre a mesma: o diesel de 126bhp e 192lb ft. A alternativa a gasolina, aspirada, é completamente sem fôlego.

Com o diesel e o câmbio manual de seis marchas, mesmo sem brilhar em nenhum aspecto dinâmico específico, o Soul entrega exatamente o que a fabricante pretende: rodar macio, silencioso e com sensação de refinamento. Dá até para escolher as rodas de 18 polegadas sem medo - no modelo antigo, elas eram praticamente uma sentença contra o conforto.

Então vale comprar?

Não há motivo para não comprar se você curte o visual do Soul. Além da garantia de sete anos que a Kia oferece em toda a linha, dá para personalizar o carro do jeito que você quiser - algo que, convenhamos, virou exigência básica nos crossovers do segmento B hoje em dia.

Somando o bom visual por dentro e por fora com o alto nível de conforto, já há recomendação mais do que suficiente.

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