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Serasa Experian mostra: 17,9 milhões no perfil viajante e 8 em cada 10 interessados em milhas

Casal jovem planejando viagem com laptop aberto, passaporte e documentos sobre a mesa na cozinha.

O Brasil reúne hoje 17,9 milhões de pessoas com perfil viajante, conforme dados da Serasa Experian. Em relação ao estudo anterior, houve recuo de 6%, já que a base era de 19 milhões de brasileiros. Mesmo com a queda, um ponto se destaca: oito em cada dez viajantes dizem ter interesse em programas de milhas.

O levantamento, conduzido pela área de Soluções de Marketing da Serasa Experian, sinaliza uma mudança na forma como o público se prepara para viajar. A decisão não passa apenas por escolher o destino: antes de concluir a compra, o consumidor tem priorizado estratégias para cortar gastos e ampliar vantagens.

Programas de milhas no perfil viajante ganham força em 2026

A proximidade com programas de milhagem quase dobrou na comparação com 2025. De acordo com o estudo, o avanço foi de 31,7 pontos percentuais em apenas um ano, fazendo do resgate de pontos uma das marcas do perfil viajante em 2026.

Descontos e jornada digital seguem determinantes

A busca por economia também aparece em outro indicador do estudo. Os chamados “caçadores de desconto” já somam 53,9% do público com propensão a viajar, um aumento de 22,1 pontos percentuais frente ao ano anterior.

Em paralelo, o comportamento digital segue firmemente estabelecido: mais de 91% dos viajantes pesquisam, comparam ou compram serviços turísticos pela internet.

Planejamento de viagem ganha espaço

Segundo a Serasa Experian, os resultados apontam para um consumidor mais calculista ao organizar as viagens. A pesquisa mostra que a junção de planejamento financeiro, comparação de preços e busca por benefícios passou a ter impacto direto na decisão de compra.

Para as empresas de turismo, esse movimento cria oportunidades para ofertas ligadas a fidelidade, parcelamento e promoções segmentadas. O estudo reforça, ainda, que mapear somente o interesse por viajar já não basta para entender esse público.

Outro achado foi o envelhecimento do perfil dos viajantes. A geração Y continua liderando, com 39,5% da base analisada, mas perdeu participação em relação ao ano passado.

Já a geração X aumentou presença, indo de 25% para 26,4% dos viajantes. Entre os baby boomers, o avanço foi mais intenso, subindo de 13,4% para 15,5%.

No sentido contrário, a geração Z encolheu na amostra, sugerindo maior peso de consumidores mais maduros entre aqueles com intenção de viajar.

Renda alta não elimina busca por economia

O levantamento indica que 32,5% dos viajantes têm renda mensal superior a R$ 10 mil. Ainda assim, esse patamar não se traduz, necessariamente, em disposição para gastar sem se organizar.

Quando a análise considera a capacidade efetiva de pagamento, a distribuição fica mais equilibrada. Cerca de 38,8% dos viajantes têm disponibilidade de até R$ 1 mil, ao passo que 25,3% contam com mais de R$ 5 mil para investir em viagens.

Os dados também mostram que 53,3% possuem capacidade de pagamento de até R$ 2 mil - um perfil que tende a depender de promoções, parcelamentos e programas de milhas para tornar a viagem possível.

Por outro lado, quase quatro em cada dez viajantes registram renda superior a R$ 8 mil, grupo que sustenta segmentos relacionados a viagens internacionais, hospedagens de categorias superiores e experiências personalizadas.

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