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Mercedes-Benz EQE SUV: novidades e detalhes

SUV Mercedes-Benz EQE azul exibido em showroom moderno com grandes janelas e iluminação natural.

A «família EQ» da Mercedes-Benz segue se ampliando e acaba de ganhar seu nono integrante: o Mercedes-Benz EQE SUV.

Revelado em Paris - não oficialmente dentro do salão, mas em um evento paralelo -, o EQE SUV é, na prática, a leitura mais versátil, aventureira e voltada à família do Mercedes-Benz EQE que já conhecemos e testamos.

Isso fica evidente no habitáculo, que entrega medidas de espaço interno um pouco melhores do que as do sedã, apesar de, curiosamente, o SUV ser mais curto e mais estreito do que o EQE sedã.

Na cabine (mostrada há meses), o conjunto é o mesmo do sedã, com o MBUX Hyperscreen (opcional) como grande destaque. São três telas lado a lado sob um único vidro curvo, criando a impressão de um painel único. Esse MBUX Hyperscreen só é “cortado” por duas saídas de ar (tipo turbina) nas extremidades.

Menor por fora…

Em termos visuais, o EQE SUV funciona como um «mini-EQS SUV», repetindo a lógica já vista entre os sedãs EQE e EQS. As diferenças mais claras estão concentradas nas proporções e na seção frontal.

Com uma proposta mais familiar do que a do EQE, o EQE SUV - como já apontamos - acaba sendo menor do que o sedã: são 132 mm a menos no comprimento (4863 mm), 11 mm a menos na largura (1940 mm) e 90 mm a menos na distância entre-eixos (3030 mm). A única medida em que ele cresce é na altura, ficando 176 mm mais alto que o sedã (1686 mm).

Sobre essas dimensões externas mais compactas, a Mercedes-Benz afirma que o menor comprimento e a distância entre-eixos reduzida ajudam a deixar o SUV mais ágil. Algo que só vamos conseguir confirmar quando fizermos o teste.

… não muito maior por dentro

Mesmo com a carroceria menor, o Mercedes-Benz EQE SUV consegue oferecer um pouco mais de espaço do que o sedã - mas é mesmo “um pouco”. A explicação está na maior altura, que favorece um melhor aproveitamento do volume interno.

O porta-malas, com 520 l, não chama tanto a atenção: ele mal supera o do menor EQC (500 l) e fica bem abaixo do equivalente GLE, que chega a 630 l nas versões exclusivamente a combustão.

Ainda assim, diante do que o EQE oferece (430 l), o novo EQE SUV termina em vantagem.

E os motores do Mercedes-Benz EQE SUV?

Assim como o EQE e o EQS (sedã e SUV), o EQE SUV usa a plataforma dedicada EVA e será vendido em três configurações: 350+, 350 4MATIC e 500 4MATIC. Em todas, a bateria é a mesma, com 90,6 kWh - exatamente a já aplicada no EQE.

A opção de entrada do rival do BMW iX vem apenas com tração traseira, entrega 215 kW (292 cv) e 565 Nm e, como seria esperado, é a que anuncia a maior autonomia: entre 480 km e 590 km.

No EQE SUV 350 4MATIC, a potência se mantém em 215 kW (292 cv), mas entra um motor extra no eixo dianteiro para garantir tração integral, elevando também o torque para 765 Nm. A autonomia, por sua vez, «ressente-se» e passa a ficar entre 459 km e 558 km.

No topo (sem entrar no «universo AMG»), está o 500 4MATIC. Também com tração integral, ele oferece 300 kW (408 cv) e 858 Nm. Já a autonomia indicada varia entre 460 km e 547 km.

Se nem isso basta, a marca já mostrou os EQE SUV by AMG, que podem chegar a 505 kW (687 cv) de potência.

O novo Mercedes-Benz EQE SUV aceita recarga em corrente contínua (DC) de 170 kW, e 15 minutos são suficientes para «injetar» energia para rodar 250 km (cerca de 35,55 kW).

Em corrente alternada (AC), é possível carregar a 11 kW ou 22 kW (trifásico), com tempos de 8h25min e 4h25min para uma carga completa, respectivamente.

Quando chega?

Enquanto o EQE sedã é fabricado em Bremen, na Alemanha, o novo Mercedes-Benz EQE SUV sairá da linha de montagem da marca em Tuscaloosa, nos EUA - a mesma fábrica responsável pelo EQS SUV.

Com o início da produção marcado para dezembro, o Mercedes-Benz EQS SUV ainda não tem data de chegada prevista para o nosso mercado, e os preços também não foram divulgados.

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