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Maio de 2026: BYD supera Citroën e amplia avanço dos carros chineses na Europa

Carro elétrico esportivo vermelho estacionado em espaço urbano com estação de recarga ao fundo.

Os números de maio de 2026 chamam a atenção. Depois de um primeiro semestre que confirmou o bom momento da europeia Skoda, o mês passado destacou, sobretudo, a escalada acelerada das marcas chinesas. A Citroën agora aparece atrás da BYD, que também ficou à frente de Fiat, Mini e Tesla.

Maio de 2026: a BYD passa a Citroën no acumulado do ano

A presença de carros chineses nas estradas europeias cresce rapidamente. Com ofertas comerciais competitivas e propostas tecnológicas que seguem atraentes, a participação de mercado dessas marcas saltou de 9,8% para 10,7% em apenas um mês. Na prática, isso significa que mais de 1 em cada 10 carros vendidos na Europa já é de origem chinesa.

Nesse avanço, a BYD somou 32 380 emplacamentos no acumulado do ano. Esse volume foi suficiente para ultrapassar uma marca francesa histórica: a Citroën.

Tarifas e bônus: o que muda para as chinesas na Europa

A BYD - marca de Shenzhen que cresceu fortemente nos últimos anos com uma gama de modelos bastante completa e novas subsidiárias que agora começam a caminhar com mais autonomia - teve um maio de 2026 melhor do que o de Tesla, Fiat, Citroën e Mini, de acordo com a consultoria de mercado Dataforce.

Trata-se de um resultado expressivo para uma fabricante que, como outras chinesas, sofre com tarifas de importação e ainda não consegue se beneficiar do bônus ecológico em seus modelos 100% elétricos.

1/10 carro chinês na Europa, 1/4 dos híbridos, BYD em 12ª posição

Para sustentar o desempenho, a BYD se apoia principalmente na linha DM-i, o “Super híbrido”, posicionada entre um híbrido plug-in (PHEV) e um elétrico com extensor de autonomia. Ainda segundo a Dataforce, a fatia das marcas chinesas no segmento de híbridos é maior do que no mercado total: elas já respondem por 1/4 das vendas.

Uma das razões é que esses híbridos não enfrentam as mesmas tarifas aplicadas aos modelos elétricos. A União Europeia, inclusive, estaria avaliando ajustes para fechar essa brecha e proteger sua indústria.

No ano passado, a BYD foi destaque ao se tornar a fabricante número 1 em carros elétricos, com 2,26 milhões de unidades vendidas. Mas é 2026 que sinaliza a virada: após uma leve retração, os números avançam 136,6% na comparação anual (e 143% no elétrico). Por alguns meses, a marca levantou dúvidas sobre sua capacidade de sustentar um ritmo forte de crescimento enquanto mantinha investimentos elevados.

Agora, a discussão passa por uma mudança rumo à produção local, a partir de uma fábrica na Hungria (com mais de seis meses de atraso).

Em crescimento percentual, outras chinesas menores exibem resultados ainda mais extremos. É o caso da Leapmotor, com alta de 487% em um ano, além de Chery (243%) e Xpeng (138%). No lado oposto, Stellantis, Renault, Volkswagen, Mercedes e também Ford e Nissan registraram queda de vendas em maio.

Mesmo assim, o mercado total sobe 3,5%, e a BYD aparece na 12ª posição. Em entrevista ao Guardian no início do mês, o presidente Wang Chuanfu afirmou que a BYD se dá cinco anos para se tornar a maior montadora do mundo, à frente da Toyota.

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