O Xiaomi 17T Pro é o novo smartphone topo de linha da Xiaomi. A proposta é servir como alternativa ao Xiaomi 17, sem abrir mão do alto nível em fotografia. Veja o nosso teste.
A Xiaomi reforça a sua presença no segmento premium com dois lançamentos: Xiaomi 17T e Xiaomi 17T Pro. É justamente o segundo modelo que colocamos à prova aqui.
O Xiaomi 17T Pro chega na mesma faixa de preço do Xiaomi 17, lançado um pouco antes neste ano. Assim como o “irmão maior”, ele promete um conjunto fotográfico de destaque com parceria Leica. O que muda? Uma tela bem maior, ajustes leves no visual e a inclusão de um zoom óptico x5. Mas isso basta para justificar a compra?
Preço e disponibilidade
O Xiaomi 17T Pro com 512 GB de armazenamento já está à venda no site oficial da marca e em revendedores parceiros. O preço é de 999 euros, alinhado ao valor do Xiaomi 17 lançado em março. Também existe uma versão de 256 GB exclusiva do Mi.com por 899 euros.
| Xiaomi 17T | Xiaomi 17T Pro |
|---|---|
| Tela | AMOLED LIPO de 6,59 polegadas 1,5K 120 Hz |
| Processador | MediaTek Dimensity 8500 Ultra |
| RAM | 12 GB |
| Armazenamento | 256 GB |
| SO | Android 16/HyperOS 3 |
| Sensores de câmera | + Sensor grande-angular de 50 megapixels f/1.6 + Sensor ultra grande-angular de 12 megapixels f/2.2 + Sensor teleobjetiva de 50 megapixels f/3.0 zoom óptico X5 |
| Câmera frontal | 32 megapixels |
| Biometria | Leitor de digitais sob a tela |
| Bateria | 6500 mAh, carga rápida de 67 W |
| Certificação IP | IP 68 |
| Cores | Preto, azul, violeta |
Vale notar que o modelo sem o “Pro”, que traz um processador menos rápido e uma bateria mais modesta, parte de 749 euros. Os preços subiram cerca de 100 euros em relação aos modelos anteriores (Xiaomi 15T e 15T Pro) por causa da escassez de RAM.
O que gostamos no Xiaomi 17T Pro
Um design discreto e bem resolvido
No visual, a Xiaomi aproveita a base estética do Xiaomi 17 no 17T Pro, com mudanças sutis. O aparelho mantém linhas mais retas e um ar que lembra o iPhone 17. O destaque fica por conta do capricho na construção: traseira em vidro temperado e laterais planas de alumínio escovado, combinação que reforça o aspecto premium.
O elemento mais marcante é o bloco de câmeras, ainda em formato quadrado no canto superior esquerdo. Ele traz o mesmo acabamento escovado do restante, deixando o conjunto elegante e uniforme. Além do apelo visual, existe um benefício prático: o material resiste bem a micro-riscos e a marcas de dedo. O ponto negativo é o desequilíbrio quando o celular fica apoiado de costas - ele balança, o que incomoda na hora de mexer com o dedo com o aparelho sobre a mesa.
A grande diferença em relação ao “irmão maior” está no tamanho. Enquanto o Xiaomi 17 apostava numa tela de 6,3 polegadas, mais compacta, o 17T Pro sobe para 6,83 polegadas. É um formato XXL que não agrada todo mundo, principalmente quem tem mãos pequenas. Aqui na Presse-citron, costumamos preferir telas grandes, mas é difícil não reconhecer que a linguagem de design da Xiaomi funciona ainda melhor em um corpo menor. Mesmo sendo confortável de segurar e bem balanceado, o 17T Pro é um “tijolo” considerável - algo que não se sentia no 17. O porte vai dividir opiniões.
Ainda assim, a Xiaomi entrega um aparelho coerente e agradável no uso. O 17T Pro pode não ser o mais original do mercado, nem o mais bonito, porém atende bem quem procura um produto elegante e discreto. Testamos a versão preta, bem sóbria, mas a cor violeta injeta um pouco mais de personalidade nesse desenho bem controlado.
Conjunto técnico muito sólido
No quesito técnico, o Xiaomi 17T Pro praticamente não dá margem para críticas. É um topo de linha que se comporta como tal, começando pela tela. A marca escolheu um painel AMOLED LIPO, com bordas extremamente finas, o que melhora bastante a experiência visual. A resolução é 1,5K e a taxa de atualização é dinâmica, variando de 60 a 144 Hz - ideal para aproveitar jogos Android compatíveis nas melhores condições. A calibração de cores também agrada, com perfis diferentes conforme o gosto. A recomendação é manter o padrão (cores originais PRO), que entrega cores naturais e equilibradas. No HDR, o brilho chega a 2000 nits, suficiente para leitura confortável em ambientes externos.
O desempenho acompanha o nível esperado. Dentro do 17T Pro está o MediaTek Dimensity 9500, fabricado em 3 nm, um SoC que já aparece em modelos fortes do mercado, como o Oppo Find X9 Pro. Em performance bruta, ele fica um pouco abaixo do líder atual, o Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 5. Na prática, no dia a dia, isso não faz diferença: os apps abrem na hora, e os jogos mais pesados da PlayStore (Genshin, Diablo, NTE) rodam bem com os gráficos no máximo. O problema aparece na parte térmica. Depois de longas sessões de jogo, o 17T Pro esquenta bastante nas mãos. A traseira em vidro temperado contribui para essa sensação, por acentuar o aquecimento. Dá para contornar com uma capa ou jogando com controle.
Por fim, outro trunfo do Xiaomi 17T Pro é a bateria gigantesca de 7500 mAh. Com ela, é fácil passar de dois dias inteiros (sem economizar uso) e, com um pouco de cuidado, chegar a três. É uma vantagem real para quem quer autonomia para trabalhar ou fotografar o dia todo. Some a isso a carga rápida de 100 W, capaz de levar o aparelho de 0 a 100% em cerca de vinte minutos. Em resumo, o Xiaomi 17T Pro assume o posicionamento premium. Dá para lamentar a ausência de um painel LTPO, mas essa é a principal concessão feita pela Xiaomi aqui.
Câmeras caprichadas
É na fotografia que o Xiaomi 17T Pro quer realmente se impor. Ele tenta ser mais versátil do que o Xiaomi 17 “padrão”, especialmente por trazer um zoom óptico x5, superior ao do modelo mais caro. A marca vai além no discurso e chama o aparelho de “o mestre da teleobjetiva”. E, claro, a Leica continua envolvida, tanto no desenho das lentes quanto no processamento via software.
Confira os sensores do Xiaomi 17T Pro:
- Sensor grande-angular de 50 megapixels f/1.6
- Sensor ultra grande-angular de 12 megapixels f/2.2
- Sensor teleobjetiva de 50 megapixels f/3.0 zoom óptico x5
A Xiaomi entrega o que promete. A câmera principal de 50 megapixels produz imagens excelentes: nítidas, bem definidas e com bom controle de contraste e luz. Funciona bem em ambiente interno e externo, em close, em retratos… os resultados aparecem de forma consistente. Como nos modelos anteriores, existem dois estilos de cor assinados pela Leica: Vibrant e Authentic. Nós tendemos a preferir o segundo, mas o primeiro certamente vai agradar muita gente. De qualquer forma, as fotos feitas em um Xiaomi têm um “DNA” próprio e são fáceis de reconhecer. Trabalho muito bem-feito.
Já o ultra grande-angular de 12 MP é onde se percebe o compromisso do conjunto: não chega a ser ruim, mas fica nitidamente abaixo do restante.
E a teleobjetiva? Ter um zoom óptico x5 em smartphone faz diferença de verdade. As imagens saem boas, com aproximação precisa e sem “trair” a cena. Isso segue valendo até x10 quando entra o zoom digital. Ou seja, a principal promessa do aparelho é cumprida. O Xiaomi 17T Pro também alcança X120, mas aí os resultados ficam imprecisos e borrados, mesmo com a IA tentando melhorar. Serve apenas para capturar algum detalhe distante - e nada além disso.
No modo noturno, o desempenho é correto. As qualidades e limitações lembram o que vemos de dia, com um ultra grande-angular pouco convincente. Como costuma acontecer, o realismo perde espaço para a legibilidade, o que não nos incomoda. Por outro lado, o zoom óptico x5 não faz milagres em condições de pouca luz.
Na parte de vídeo, a Xiaomi também acerta: o smartphone grava em 8K a 30 quadros por segundo, uma decisão alinhada com quem quer produzir conteúdo para redes sociais.
No fim, a Xiaomi cumpre o objetivo de oferecer um conjunto fotográfico forte, que se diferencia da concorrência com a teleobjetiva e o “tempero” Leica no processamento. Boa escolha.
O que gostamos menos no Xiaomi 17T Pro
Software continua irritando
O Xiaomi 17T Pro sai de fábrica com Android 16 e a interface HyperOS 3. Há pontos positivos, como um visual atraente e boa fluidez, mas eles não compensam os problemas. A navegação tem escolhas estranhas (por exemplo, não dá para pesquisar automaticamente um app no gavetão de aplicativos) e existe um excesso de apps pré-instalados. Há aplicações da própria Xiaomi que não fazem falta, lojas de terceiros e até jogos.
O pior, porém, são os anúncios: no HyperOS 3, eles aparecem por toda parte dentro dos apps da Xiaomi e, em alguns casos, até na tela inicial. Para um produto de 1000 euros, isso é simplesmente inaceitável. É o maior defeito do 17T Pro - e um problema recorrente em celulares da marca.
O que não fez sentido no Xiaomi 17T Pro
Seu posicionamento de preço
O Xiaomi 17T Pro é apresentado como alternativa ao Xiaomi 17, e não como uma versão “mais simples”. Isso soa estranho, já que a Xiaomi aceitou algumas perdas no caminho, principalmente no ultra grande-angular e na tela. Na prática, o 17T Pro deveria custar menos - o Xiaomi 15T Pro, por exemplo, chegou ao mercado por 899 euros em 2025. O motivo dessa alta não é difícil de apontar: a crise atual de RAM. Talvez fosse o caso de repensar a linha T, propor algo realmente diferente ou abrir mão de mais coisas para tornar a proposta mais atraente?
Afinal, por que escolher um Xiaomi 17T Pro em vez de um Xiaomi 17, que é um pouco melhor em foto, tem uma tela mais sofisticada e oferece um design compacto mais interessante? A tela maior ou a teleobjetiva X5, no máximo - e pouco além disso. Mesmo tendo gostado bastante da experiência com o Xiaomi 17T Pro (ele continua sendo um ótimo aparelho), fica difícil entender a razão de existir do modelo. Provavelmente, esse sentido aparece com promoções e ofertas de operadoras.
Xiaomi 17T Pro
999 euros
Nota geral: 7.9
Notas por categoria
- Design e ergonomia: 7.5/10
- Técnica: 8.5/10
- Foto: 8.5/10
- Autonomia: 9.0/10
- Relação custo/benefício: 6.0/10
Gostamos
- Design bem-sucedido
- Potente
- Autonomia excelente
- Câmeras de alto nível
- Bela tela
Gostamos menos
- HyperOS 3, uma interface que irrita
- O posicionamento de preço
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