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Aston Martin vai vender direitos do nome à equipe de Fórmula 1 por 50 milhões de libras

Carro esportivo verde Aston Martin F1 exibido em ambiente interno moderno com piso branco.

Acordo de marca entre Aston Martin e a equipe de Fórmula 1

A Aston Martin pretende vender à sua equipe de Fórmula 1 os direitos de uso do próprio nome por 50 milhões de libras (aproximadamente 57,2 milhões de euros, pela taxa de câmbio atual). A companhia aposta que a medida ajudará a fortalecer o caixa depois de um período difícil.

Em nota, a montadora informou que recebeu uma proposta da AMR GP Holdings Limited - empresa responsável pela operação da equipe de Fórmula 1, sob controle de Lawrence Stroll - para a cessão perpétua do direito de utilizar “Aston Martin” no nome oficial do time e no chassi, além de determinados direitos de marca relacionados.

Situação financeira e motivos por trás da decisão

Mesmo antes da divulgação dos resultados oficiais do ano passado, a Aston Martin já havia indicado que projetava um prejuízo operacional ajustado entre 139 milhões e 184 milhões de libras (cerca de 117,8 e 155,9 milhões de euros). A empresa atribui esse cenário às tarifas norte-americanas e ao enfraquecimento da demanda na América do Norte e na China.

O que ainda falta para concluir o negócio?

Como a operação envolve Lawrence Stroll - presidente executivo da Aston Martin e principal investidor do Consórcio Yew Tree, um dos maiores acionistas da fabricante -, a transação foi enquadrada como negócio com parte relacionada. Por isso, fica sujeita a exigências específicas de governança e a um processo formal de aprovação.

Por se tratar de uma transação relevante com partes relacionadas, o acordo ainda precisa do aval dos acionistas, conforme previsto na Companies Act 2006. Ainda assim, investidores que somam 54,27% do capital social - incluindo Mercedes-Benz AG, Geely International e integrantes do consórcio Yew Tree - já entregaram compromissos irrevogáveis para votar a favor da proposta.

Projeções para 2025 e 2026 e impacto nas ações

Apesar das dificuldades atuais, a empresa sinalizou um tom mais confiante para o próximo ciclo fiscal. “O Grupo continua a prever uma melhoria significativa no desempenho financeiro do ano fiscal de 2026, impulsionada por uma melhor composição do portfólio de produtos, incluindo cerca de 500 entregas do modelo Valhalla”, afirmou a empresa.

Ainda assim, as estimativas para 2025 vieram abaixo do que o mercado esperava, o que pesou sobre os papéis da Aston Martin, que caíram 4,4% na última sexta-feira.


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