Depois de sete trimestres no vermelho, a Stellantis começa a dar sinais de virada nos números. No terceiro trimestre (de julho a setembro), o grupo apurou uma receita líquida de 37,2 bilhões de euros, alta de 13% em comparação com o mesmo período de 2024.
No acumulado de janeiro a setembro, a receita líquida somou 111,5 bilhões de euros, com avanço mais contido de 6% frente ao ano anterior.
Crescimento impulsionado pelos principais mercados
O salto da receita foi puxado pelo aumento das vendas em regiões consideradas centrais para o grupo, como América do Norte, Europa Ampliada, Oriente Médio e África. No terceiro trimestre, a Stellantis comercializou 1,3 milhão de unidades - crescimento de 13% ante o mesmo intervalo do ano passado.
América do Norte volta a ganhar tração
Na América do Norte - um dos territórios que mais pressionaram os resultados da Stellantis no último ano - a receita de vendas avançou 29%, chegando a cerca de 16 bilhões de euros. O desempenho foi sustentado principalmente pela boa fase do Jeep Wrangler e da Ram. No continente, as vendas cresceram 35% no total.
Europa Ampliada e demais regiões: avanço desigual
Na Europa Ampliada, a receita líquida teve um aumento mais moderado: 4%, para 12 bilhões de euros. Mesmo com o avanço do volume (+8%) e um mix com modelos de maior rentabilidade, parte do ganho foi neutralizada por gastos mais altos com incentivos.
No Oriente Médio e África, a receita subiu 9%, para aproximadamente dois bilhões de euros, acompanhando uma expansão de 21% nas vendas. Já em China e Índia-Pacífico, a receita ficou praticamente estável (+0,2%), embora as vendas tenham crescido 7%. A América do Sul foi a única região com retração, com a receita caindo 5%, principalmente pela redução das vendas no Brasil.
Ainda que o trimestre tenha sido positivo, o acumulado do ano segue mostrando recuos em mercados estratégicos da Stellantis, como América do Norte (-12,9%) e Europa Ampliada (-0,6%). Até setembro, foram vendidas 3,9 milhões de unidades, leve queda de 1% em relação a 2024.
Previsões da Stellantis para 2025
A Stellantis mantém uma leitura otimista para a segunda metade do ano, projetando melhora da receita líquida, do resultado operacional ajustado (AOI) e dos fluxos de caixa industriais em comparação com a primeira metade de 2025.
O que sustenta as projeções
De acordo com a administração, as estimativas incorporam alterações recentes de estratégia e de portfólio, além do ajuste a elementos externos e internos - como regras regulatórias, cenário macroeconômico e desafios geopolíticos.
Possíveis encargos no segundo semestre
A empresa ressalta, porém, que podem ocorrer encargos pontuais na segunda metade do ano, ligados a ajustes estratégicos.
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