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ISV em Portugal: híbridos plug-in mantêm desconto de 75% em 2026 com novo limite de CO2

Carro elétrico branco estacionado em ambiente interno, com recarga conectada e design moderno.

Regras atuais do ISV para híbridos plug-in em Portugal

Hoje, os híbridos plug-in (que podem ser carregados na tomada) contam com uma redução de 75% no ISV (Imposto sobre Veículos), desde que ofereçam autonomia elétrica mínima de 50 km e tenham emissões oficiais de dióxido de carbono abaixo de 50 g/km.

Mudança prevista para 2026: novo limite de CO2

A partir de 2026, o Governo vai manter a redução de 75% no ISV, mas pretende ampliar o limite máximo de emissões de 50 g/km de CO2 para 80 g/km, conforme informações divulgadas pela ACAP (Associação Automóvel de Portugal) ao Expresso.

Euro 6e-bis e a recertificação de consumos e emissões

O aumento do teto de emissões está ligado à entrada em vigor, em janeiro de 2026, da norma Euro 6e-bis. Entre outras mudanças, a regra também altera a maneira como são certificados consumo e emissões dos híbridos plug-in, aproximando os números homologados do uso real desses veículos. Com isso, a tendência é que a maioria dos valores de CO2 aprovados oficialmente aumente.

Se o Governo não ajustasse as regras atuais, diversos modelos híbridos plug-in atualmente comercializados deixariam de se enquadrar na redução de 75% do ISV e passariam a pagar o imposto integral, o que pesaria no bolso do consumidor.

“Se nada fosse feito o agravamento poderia superar 100 milhões euros de ISV em cada ano (e já a partir de 2026)”, avançou a ACAP ao Expresso.

Vendas de híbridos plug-in em destaque

Em Portugal, a comercialização de híbridos plug-in tem sido um dos pontos positivos do ano. Até setembro, foram vendidos 24 924 híbridos plug-in, alta de 21,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da associação. O avanço é bem superior aos 6,8% registrados pelo mercado total.

OE 2026

No Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), o Governo estima uma despesa fiscal com o ISV de 478,5 milhões de euros, representando um aumento de 4%.

De acordo com o próprio documento, “para esta previsão contribuem essencialmente a despesa fiscal associada às taxas preferenciais relacionadas com os automóveis ligeiros de passageiros com motores híbridos plug-in e com automóveis ligeiros de mercadorias”, que deverão corresponder a 81,3% a despesa fiscal total em ISV.

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