Direção autônoma ganha espaço no transporte de passageiros
Os veículos com direção autônoma ainda estão longe de virar maioria nas ruas, mas essa tecnologia aparece cada vez mais em serviços de transporte de passageiros - principalmente nos Estados Unidos e na China, onde diferentes empresas já mantêm frotas de veículos totalmente autônomos.
Um exemplo é a Waymo - a divisão de direção autônoma do Google -, que já atua em quatro estados norte-americanos, realiza testes no Japão e planeja, mais adiante, operar também em Londres.
Nesse contexto, a Stellantis e a chinesa Pony.ai também querem levar essa transformação para o continente europeu. As duas companhias comunicaram a assinatura de um memorando de entendimento para acelerar o desenvolvimento e a implementação de soluções de táxis-robô elétricos e autônomos na Europa.
Primeiros testes começam ainda este ano
Integração do software da Pony.ai com a plataforma “AV-Ready”
A parceria será tocada pela divisão europeia da Pony.ai - empresa de tecnologia de direção autônoma -, sediada no Luxemburgo. O plano é unir o software de direção autônoma da companhia à plataforma “AV-Ready” da Stellantis, criada para veículos elétricos de porte médio e projetada para suportar direção autônoma de Nível 4.
Peugeot e-Traveller no Luxemburgo e expansão a partir de 2026
Os primeiros testes acontecerão no Luxemburgo ainda este ano, usando o Peugeot e-Traveller como veículo de testes. A partir de 2026, o programa será ampliado para outras cidades europeias, com a meta de comprovar desempenho, segurança e conformidade com as normas europeias antes do lançamento comercial.
Em um primeiro momento, o projeto mira veículos comerciais leves, um segmento em que a Stellantis - por meio da divisão Pro One - ocupa uma posição de destaque na Europa.
No comunicado, o grupo destaca que esse tipo de veículo oferece a flexibilidade ideal para soluções de mobilidade urbana, já que pode ser configurado tanto como táxi-robô compacto quanto como veículo com capacidade para até oito passageiros.
Mais possibilidades no futuro
Apesar de o foco inicial estar nos veículos comerciais leves, a parceria mantém aberta a possibilidade de levar essa tecnologia a outros tipos de veículos, incluindo, futuramente, serviços autônomos de transporte de cargas e de passageiros.
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