Por que carros pequenos a diesel fracassam na Grã-Bretanha
Carros pequenos a diesel são um fiasco de vendas no Reino Unido - e há motivos bem claros para isso. Um motor a diesel custa caro e, quando você o coloca num carro mais acessível, o preço final sobe demais. “Ah, mas quem compra carro pequeno não quer economia?” Até quer, só que esses donos já conseguem um consumo bem razoável nos seus subcompactos a gasolina.
No fim das contas, o gasto com combustível não é o fator principal; o que pesa mesmo é um preço baixo na entrada. E a autonomia extra do diesel quase não ajuda num carro que roda sobretudo na cidade. Some a isso o barulho mais áspero em baixa rotação: em engarrafamento urbano, esse ruído incomoda.
Por que o Mini Cooper D foge à regra dos diesel pequenos
Por outro lado, o Mini costuma jogar com regras próprias - e dá para entender o apelo deste Mini Cooper D. Nesta segunda geração do “novo Mini”, o emblema D não vem num One, e sim num Cooper. Essa “promoção” tem um motivo: o antigo One D usava um diesel Toyota pequeno e fraquinho; já o novo Cooper D recebe força e aquele típico “tec-tec” de um conjunto maior e mais sofisticado, um 1.6 litro Ford–Peugeot.
Esse motor traz turbocompressor de geometria variável com sobrepressão, quatro válvulas por cilindro, bloco em alumínio e filtro de partículas. Traduzindo o efeito prático: ele é, respectivamente, esperto nas respostas, econômico, leve e mais limpo.
Ao volante: torque farto, menos agitação e mais ruído
No uso, ele também é menos “nervoso” do que um Cooper a gasolina. Isso é bom ou ruim? Depende do trajeto e do seu humor. Para uma tocada no limite numa estrada cheia de curvas, ele não é tão gostoso quanto o Cooper a gasolina - que custa £1.000 a menos e tem um motor pequeno, atrevido, afiado e cheio de giro, ótimo de esticar.
Ainda assim, o diesel provavelmente anda mais no mundo real, porque entrega torque com uma generosidade enorme. Isso ajuda numa ultrapassagem inesperada ou quando a curva fecha mais do que você imaginava.
Eu colocaria na lista o upgrade opcional de alto-falantes e amplificador (£320). Eles têm trabalho pela frente. Qualquer Mini novo já é um pouco barulhento, e o diesel acrescenta sua própria “percussão” ao conjunto.
No geral, portanto, ele é quase tão divertido quanto um Cooper comum - talvez até mais para quem não curte trocar marcha o tempo todo. Para o restante de nós, o Cooper D continua sendo uma escolha bastante coerente.
Economia, emissões e vantagens práticas do Mini Cooper D
Essa coerência começa pelo número oficial: 64.2mpg (ciclo combinado, não o extraurbano). Primeiro, ele é barato de manter - especialmente porque os Minis mal desvalorizam e saem em conta nas revisões se você contratar o pacote TLC.
Segundo, dá para aproveitar aquela sensação “verde” de baixa emissão de carbono. Terceiro, em comparação com o carro a gasolina, você roda mais 100 milhas (cerca de 160 km) com um tanque. Quarto, o Cooper D emite 118g/km de CO2, o que significa imposto baixo para carro de empresa e, a partir do ano que vem, pode muito bem haver isenção abaixo de 120g na taxa de congestionamento. Um hatch esportivo que dá uma alfinetada no Ken é uma ideia bem atraente.
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