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Lotus Focus 2030 traz supercarro híbrido V8 Type 135 com 986bhp para 2028

Carro esportivo preto Lotus visto de trás em ambiente escuro com iluminação suave.

A Lotus confirmou hoje que pretende acelerar rumo a 2030 sendo mais… Lotus. E, no centro dessa nova estratégia, estará um supercarro com motor V8 híbrido e muitos, muitos cavalos.

A potência, aliás, passa de 986bhp (1,000PS+). Esse carro - por enquanto conhecido pelo codinome Type 135 - está previsto para 2028, com preço ainda não divulgado, mas com um conjunto mecânico parcialmente adiantado. Ele deve usar uma evolução do sistema híbrido que já equipa o SUV Eletre X, solução que a marca chama de “X-Hybrid”.

Supercarro híbrido V8 Lotus Type 135: o que já se sabe

No Eletre, trata-se de um arranjo bem sofisticado, com uma bateria generosa de 70kWh, 939bhp, um motor 2.0-litre turbo de quatro cilindros e tecnologia de 900V. E é um carro bem competente.

No caso do Type 135, em vez do quatro-cilindros, haverá um V8 instalado. Fora isso - e do facto de que ele será construído na Europa - o público terá de esperar até mais tarde em 2026 para conhecer mais detalhes.

Em resumo: vem aí um novo supercarro V8 da Lotus.

Lotus Emira continua a combustão (e vai ficar mais forte e mais leve)

Dentro do pacote do Focus 2030, a Lotus também confirmou que o Emira seguirá em produção - e continuará a ser um desportivo com motor puramente a combustão. Segundo a empresa, uma atualização chega “muito, muito em breve”, e ela vai resultar no “Emira mais potente e mais leve já construído”.

Para a marca, manter o modelo em linha não só reforça o “compromisso da Lotus com a manufatura no Reino Unido”, como também reflete a “demanda sustentada do consumidor por seus desportivos com motor a combustão”. E vale lembrar: a Lotus não é a única a sentir o travão na adoção de carros elétricos.

Focus 2030: Geely, reorganização e disciplina financeira

Além das duas novidades mais concretas de produto, o restante do Focus 2030 inclui uma cooperação mais estreita com a Geely (maior velocidade de desenvolvimento, cadeia de fornecimento… enfim, fazer tudo mais depressa e com capacidade de vender em mais mercados), a união da Lotus UK com a Lotus Technology numa “entidade única” e a promessa de “restaurar a disciplina financeira”.

Nesse último ponto, a Lotus afirmou que quer priorizar “volumes direcionados” e “margens mais fortes” - o que, na prática, também abre mais espaço para personalização, o elixir clássico quando se compete neste patamar do negócio automotivo.

A empresa enxerga a China como o “motor primário de crescimento de volume”, a Europa como o terreno de jogo das corridas, os EUA com base em desportivos e SUVs, e expansão no Oriente Médio.

“Lotus was born from the rebellious spirit of Colin Chapman,” disse o CEO Qingfeng Feng, “and that is not lost today. Focus 2030 will reset both the brand and the business to keep us true to our DNA.

“We are obsessed with engineering, obsessed with performance and obsessed with building drivers’ cars, and that is what will grow this business,” acrescentou.

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