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Porsche confirma Michael Leiters como novo diretor executivo a partir de 1 de janeiro de 2026

Carro esportivo prata Porsche Taycan em showroom moderno com grandes janelas e vista para a cidade.

Porsche confirma Michael Leiters na liderança a partir de 2026

A Porsche não demorou a oficializar Michael Leiters como seu novo diretor executivo. O anúncio foi feito ontem, no fim do dia, por meio de um comunicado oficial.

Leiters vai substituir Oliver Blume, que vinha acumulando o posto de diretor executivo da Porsche com o de diretor executivo do Grupo Volkswagen. A troca no comando passa a valer quando Leiters assumir a liderança da marca a partir de 1 de janeiro de 2026.

Por que Oliver Blume deixa o comando da Porsche

Há bastante tempo, Blume vinha sendo alvo de críticas por manter simultaneamente as duas funções, o que acabava reduzindo o tempo e o foco dedicados à fabricante de Stuttgart. A avaliação é que a Porsche atravessa um dos momentos mais difíceis dos últimos anos.

Apesar da mudança na marca esportiva, Oliver Blume continua no cargo de diretor executivo do Grupo Volkswagen.

Contexto: queda de vendas e revisão da eletrificação

Depois de vários anos em sequência batendo recordes de vendas e de lucros, o cenário atual da Porsche é o oposto. As vendas globais estão em retração - com destaque para a queda na China -, as margens foram pressionadas, e tarifas já representam custos de centenas de milhões.

Ao mesmo tempo, a estratégia de eletrificação total (de quase toda a linha) não entregou o retorno esperado.

Para lidar com a crise e com o ambiente de incerteza, a Porsche apresentou um novo plano no qual a eletrificação perde espaço e o motor a combustão volta a ganhar protagonismo. Em contrapartida, a conta tende a subir, já que essa virada exige novos desenvolvimentos que não estavam no radar.

Bom filho à casa torna

É nesse mar agitado que Michael Leiters terá de conduzir a empresa, chegando com o desafio de recolocar a Porsche no caminho da rentabilidade perdida. O executivo alemão não é um desconhecido para a marca: ele construiu parte da carreira em Stuttgart ao longo de 13 anos e assumiu responsabilidades em projetos como o primeiro Macan e o Cayenne.

Na sequência, mudou-se diretamente para Maranello, na Itália, onde passou mais de oito anos na Ferrari. Entre 2014 e 2019, ocupou o posto de diretor técnico, período em que foram desenvolvidos os híbridos SF90 e 296 sob sua gestão.

Em julho de 2022, iniciou outra etapa, desta vez em Woking, no Reino Unido, liderando a McLaren até abril de 2025, quando foi anunciada a fusão da fabricante britânica com a startup Forseven. Durante sua passagem pela McLaren, acompanhou de perto o lançamento do híbrido Artura, do 750S e do W1.

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