Pular para o conteúdo

Novo Nissan LEAF: nova geração muda tudo e passa a crossover

Carro elétrico branco Nissan New Leaf exposto em showroom moderno com carregador ao fundo.

A Nissan acaba de apresentar a nova geração do LEAF, que passou pela maior mudança de toda a sua trajetória. E dá para dizer, sem exagero, que é uma releitura de um ícone - afinal, o LEAF carrega o rótulo de “primeiro carro elétrico a ser produzido em massa”.

Lançado em 2010, o modelo soma 700 mil unidades comercializadas até hoje e, por vários anos, foi o elétrico mais vendido do planeta. Com o tempo, porém, esse protagonismo foi se perdendo, e nem a chegada da segunda geração, em 2018, conseguiu reverter a tendência.

Agora, para voltar a ganhar relevância, a Nissan seguiu um caminho diferente e mexeu em praticamente tudo no novo LEAF, que passou a adotar o formato crossover. Veja melhor neste vídeo:

Quem te viu e quem te vê

Com um desenho mais encorpado, proporções mais bem resolvidas e uma presença claramente mais premium, o novo Nissan LEAF deixa para trás o visual peculiar das gerações anteriores e finalmente chama atenção.

A nova silhueta não apenas ficou mais eficiente no ar (Cx de apenas 0,25), como também ganhou mais apelo - principalmente na traseira, marcada por uma “máscara” em preto e por um conjunto de luzes com efeito 3D.

Na minha visão, isso ataca um dos maiores calcanhares de Aquiles do seu “irmão” Ariya, que sofre de um problema comum em muitos elétricos: aparência genérica. O novo LEAF, como mostro no vídeo acima, tem identidade e personalidade, o que deve ajudá-lo a se destacar mesmo em um segmento bastante concorrido.

Está 13 cm mais curto

Só isso já rende notícia. Um carro novo ficar menor do que o modelo que substitui é algo raro no cenário atual - e ainda bem. Eu acredito que essa febre de carros cada vez maiores tende a passar.

Mas deixando opiniões de lado e indo aos números: em relação ao anterior, o novo Nissan LEAF ficou 13 cm mais curto (4,35 m), 1 cm mais alto e 2 cm mais largo. Ainda assim, está mais espaçoso do que nunca, e isso aparece claramente quando nos sentamos no banco de trás, como dá para ver no vídeo.

Em outras palavras, o LEAF reforça mais do que nunca a proposta de ser uma escolha voltada para famílias. E, por causa do conjunto elétrico que oferece, já dá até para imaginar que ele possa ser encarado como o carro principal da casa. Mas chegaremos lá - antes vale “destampar” o interior, que também foi completamente transformado.

Tecnologia Google à disposição

Por dentro, o salto é tão grande quanto (ou até maior do que) o do exterior, já que quase nada sobrou do LEAF que conhecíamos. Agora, por exemplo, há duas telas de 14,3″ instaladas lado a lado, mudando totalmente a experiência a bordo deste elétrico.

Isso acontece porque o sistema é baseado no Google Automotive, dando acesso direto ao ecossistema do Google e, por consequência, permitindo que serviços como o Google Maps fiquem totalmente integrados ao infotainment do próprio carro.

Com isso, dá para enviar diretamente para a navegação do LEAF rotas pesquisadas no smartphone. E, se a viagem for planejada no Google Maps, o pré-condicionamento da bateria entende quando é hora de carregar e, alguns minutos antes, ajusta automaticamente a bateria para a temperatura ideal.

E não para por aí. Há integração sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, um sistema de som premium da Bose com um alto-falante embutido no apoio de cabeça do motorista (usado exclusivamente para chamadas ou instruções de navegação) e um teto panorâmico que pode ficar opaco ou transparente com o simples toque de um botão.

É exatamente a tecnologia que já conhecemos do sistema Solarbay da Renault e que já vimos funcionando no novo Renault Scenic - uma espécie de primo francês deste novo Nissan LEAF. Veja:

Mais de 600 km de autonomia

Mesmo com a mudança radical no visual, o Nissan LEAF evoluiu onde mais importava: no conjunto elétrico. Construído sobre a plataforma CMF-EV (a mesma do Nissan Ariya), o LEAF passa a ser oferecido com duas baterias: uma de 52 kWh, com autonomia de até 436 km, e outra de 75 kWh, que promete alcance total de até 604 km.

Mas a Nissan não ficou só nesses números (que ainda dependem das homologações finais). A marca japonesa também divulgou a autonomia em rodovia a 130 km/h: até 224 km com a bateria de 52 kWh e até 330 km com a bateria de 75 kWh.

Nos carregamentos, ele aceita potência em corrente contínua (DC) de 105 kW (bateria menor) ou 150 kW (bateria maior). Já em corrente alternada (AC), pode carregar a 7,4 kW ou, opcionalmente, a 11 kW.

E para quem curte acampar, fazer piqueniques ou recarregar uma bicicleta elétrica, há mais uma boa novidade: o novo LEAF traz função V2L (até 3,7 kW) - que permite usar o carro como fonte de energia para pequenos eletrodomésticos.

Potência máxima não se alterou

Apesar de adotar um motor elétrico novo, desenvolvido especificamente para este modelo, o limite de potência do LEAF permanece o mesmo do anterior.

Na prática, isso significa que, na versão mais forte (disponível apenas com a bateria de 75 kWh), este elétrico entrega 160 kW (218 cv) e 355 Nm, suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em 7,6 s. Já a opção de entrada, com bateria de 52 kWh, oferece 130 kW (177 cv) e precisa de 8,6 s para cumprir a mesma marca.

O ponto em comum entre as duas versões é que a plataforma permite usar suspensão traseira multibraço (multi-link) e traz uma rigidez estrutural bem superior (a rigidez lateral aumentou 66%), o que, em teoria, deve dar ao LEAF argumentos dinâmicos diferentes.

Mas isso é algo que só vamos confirmar no fim deste ano, quando dirigirmos o LEAF pela primeira vez. A chegada a Portugal está prevista apenas para o começo do segundo trimestre de 2026. Sobre preços, por enquanto não existe qualquer indicação para o mercado português.


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário