Exclusividade raramente é um argumento forte entre os B-SUV, já que hoje eles estão entre as escolhas mais disputadas do mercado. Ainda assim, dá para abrir uma exceção com este Nissan Juke Kiiro, uma série especial limitada a 350 unidades para o mercado nacional.
Apresentado há alguns meses, o Juke mais exclusivo acabou marcando o retorno do SUV japonês à garagem da Razão Automóvel.
Nesta edição especial, o Juke ganha um visual diferenciado e vem “carregado” de equipamentos. No caso do “nosso” Juke Kiiro, ele traz ainda a transmissão automática DCT (dupla embreagem) de sete marchas, pensada para deixar os deslocamentos urbanos mais confortáveis.
Não passa despercebido
Um dos pontos altos da série especial Kiiro é justamente a identidade visual. A cor “Ceramic Grey” é exclusiva desta versão, combinada com detalhes contrastantes em amarelo. O conjunto inclui também rodas pretas de 19" e um padrão específico nas capas dos retrovisores externos e no teto - é um Juke que não se confunde com os demais.
São mudanças sutis, é verdade, mas basta colocar o Juke Kiiro ao lado de um Juke “convencional” para perceber que as diferenças chamam atenção. Mais do que isso, elas reforçam o estilo jovem que continua sendo uma marca registrada do SUV japonês.
Igual a si mesmo
Por dentro, o Juke Kiiro também se diferencia pelos detalhes em amarelo e pelos bancos revestidos em couro preto e cinza metálico. No restante, ele segue fiel ao que já conhecemos do Juke.
A ergonomia está em um bom patamar, assim como o estilo, mas a montagem ainda tem espaço para evoluir. Já a central multimídia poderia ter um visual gráfico mais atual e uma resposta mais rápida, embora seja fácil de operar e bem completa.
Em termos de espaço interno, o Juke Kiiro não fica distante das referências do segmento. Mesmo não sendo uma das opções mais voltadas às demandas de família - nesse ponto, o “primo” Renault Captur leva vantagem -, o Juke segue como uma alternativa a considerar para uma família jovem.
O porta-malas de 422 litros permite viajar sem precisar abrir mão de bagagens, mas faltam mais porta-objetos na cabine e, principalmente, compartimentos um pouco maiores.
Fazer jus aos pergaminhos
No comportamento dinâmico, o Nissan Juke continua entre os mais competentes da categoria. É fato que ele abriu mão de parte do “fator diversão” que marcou o antecessor, mas o que perdeu em entretenimento ganhou em eficiência, estabilidade na rodovia e conforto ao rodar.
Quanto ao motor 1.0 DIG-T, ele dá conta do recado, mas não chega a empolgar. Com 114 cv e 200 Nm de torque, não dá para esperar desempenho espetacular; ainda assim, propostas como o 1.0 Ecoboost do Puma ou até o 1.0 TSI do T-Roc acabam se mostrando mais rápidas e mais econômicas.
Parte disso se explica pela transmissão automática de dupla embreagem da unidade testada. Ela é suave, porém não se mostrou especialmente ágil - algo que fica ainda mais evidente quando selecionamos o modo de condução “Eco”.
Aliás, sobre o modo “Eco”, o melhor conselho é usá-lo apenas em rodovia e em velocidade de cruzeiro. Nas demais situações, ele deixa a resposta do conjunto motor/câmbio lenta demais e, consequentemente (e ao contrário do que se espera), pode resultar em consumo mais alto.
No modo “Sport”, a reação do câmbio e até do acelerador fica mais brusca; por isso, o modo “Normal” acaba sendo, de longe, o que melhor aproveita as capacidades do motor e da transmissão - e é nele também que se obtêm os melhores consumos.
Falando em economia, o Juke não impressiona nesse ponto - certamente o novo Juke Hybrid será mais competente aqui. Ao fim do teste, o computador de bordo indicou média de 6,6 l/100 km, número obtido em trajetos feitos majoritariamente em rodovia e estrada nacional.
É o carro certo para si?
Confortável, com espaço na medida certa e um visual atual, o Nissan Juke encontra na versão Kiiro uma maneira interessante de se destacar em um segmento com muita oferta - e que promete crescer nos próximos anos.
Como era de se esperar, as qualidades já reconhecidas do Juke seguem presentes, o que faz dele uma boa escolha para quem procura um B-SUV, principalmente se a prioridade for um comportamento dinâmico eficiente.
O conjunto motor/câmbio é que poderia ser mais disposto, mas ainda existe a possibilidade de optar pela transmissão manual - a melhor alternativa, pelo menos, para quem não roda quase exclusivamente no trânsito urbano.
O Juke Kiiro, em especial, apesar de ser um dos Juke mais caros com esta motorização, compensa com uma lista muito generosa de equipamentos de série e, para quem gosta da combinação de cores - a única disponível -, acaba sendo uma das escolhas mais interessantes da gama.
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