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Taxa de carbono: governo praticamente anula a redução do diesel e da gasolina no dia 26 de agosto

Homem em posto de gasolina olhando para os preços do combustível ao pôr do sol.

Nem sempre uma queda anunciada na bomba chega inteira ao bolso. A redução esperada para a semana - de 3,5 centavos por litro no diesel e 4,5 centavos por litro na gasolina - acabou praticamente “comida” por uma medida do governo.

O motivo: o governo liderado por Luís Montenegro publicou ontem, no fim do dia, a Portaria n.º 189-A/2024/1, de 23 de agosto, determinando o descongelamento parcial do valor da taxa de carbono. A taxa estava congelada desde agosto de 2023 (os aumentos tinham sido suspensos em dezembro de 2022 e seriam retomados em maio do ano seguinte), como resposta à alta extraordinária dos combustíveis.

O valor da taxa de carbono passa agora a 68,368 €/t de CO₂ e, se o preço dos combustíveis mantiver a trajetória de queda observada até aqui, é provável que ocorram novas atualizações da taxa de carbono.

No fim das contas, ainda falta um bom trecho para chegar ao valor aplicável em 2024 - 83,524 euros por tonelada - como consta na portaria, caso o congelamento nunca tivesse sido adotado.

O Executivo sustenta a decisão com o “objetivo de promoção de uma fiscalidade verde e descarbonização da energia”, acrescentando que o “descongelamento gradual sobre as emissões de CO₂ concilia a proteção do ambiente com as necessidades de apoio às famílias e às empresas no domínio energético”.

Previsão de preços para segunda-feira, 26 de agosto

A mudança já entra em vigor na próxima segunda-feira, 26 de agosto. Na prática, isso significa mais três centavos por litro na carga fiscal aplicada aos combustíveis, o que derruba a redução mais forte que havia sido projetada. Com a medida, a queda deve ficar em apenas meio centavo por litro no diesel e 1,5 centavos na gasolina.

Com a intervenção do governo, é preciso recalcular os números apresentados ontem (23 de agosto). Assim, o preço médio estimado para o diesel simples será de 1,524 €/l, enquanto o da gasolina simples 95 deverá ficar em 1,674 €/l.

A base para o cálculo do preço dos combustíveis, como de costume, são os dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Neste caso, os números referentes a ontem, sexta-feira, 23 de agosto.

Com a atualização da taxa de carbono, também muda o valor das medidas de mitigação do aumento do preço dos combustíveis.

O “desconto” do ISP continua igual - 15,1 centavos por litro no diesel e 16,3 centavos por litro na gasolina -, mas a soma total de todas as ajudas fica menor. Passa para 22,1 centavos por litro no diesel e 23,1 centavos por litro na gasolina.

Fonte: Eco

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