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Marinha da Espanha prolonga a vida dos Harrier no Juan Carlos I enquanto avalia o F-35B

Piloto militar em roupa de voo com documentos ao lado de avião de caça estacionado em porta-aviões no mar.

A Armada Espanhola decidiu ganhar tempo: em vez de aposentar já seus caças de decolagem vertical Harrier, colocou em andamento um plano para mantê-los operando por mais alguns anos enquanto ainda avalia qual será o substituto.

Hoje, esses jatos representam a única capacidade de asa fixa da Armada, atuando tanto a partir de bases na Espanha continental quanto do navio-aeródromo Juan Carlos I, que deverá ser substituído no futuro. A frota é composta por 12 aeronaves modernizadas do modelo EAV-8B Matador II+ e um TAV-8B de treinamento, com dois lugares.

Enquanto a Força Aérea (Ejército del Aire) escolheu adquirir mais Eurofighter Typhoon modernizados para substituir os EF/A-18 Hornet e deve continuar no programa europeu de caça furtivo de 5ª geração FCAS, a Armada ainda não assinou contrato para o F-35B Lightning II - atualmente o único avião em produção capaz de operar no Juan Carlos.

Com isso, o futuro do braço aéreo de asa fixa da Armada permanece indefinido, especialmente em um momento em que as relações entre Washington e Madri não atravessam a melhor fase, em meio ao conflito no Oriente Médio e às divergências com Donald Trump.

E, para manter os 13 Harrier em operação, estão sendo compradas algumas unidades dos poucos exemplares restantes dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, que darão baixa da aeronave nesta semana. Segundo o jornal El Español, os aviões aposentados dos EUA serão desmontados, colocados em um navio e entregues na Base Naval de Rota, ao sul de Sevilha e próxima do Estreito de Gibraltar.

É nessa base que fica a sede da 9ª Escuadrilla de Aeronaves, responsável por operar os Harrier da Marinha da Espanha. Ali, os jatos vindos dos EUA serão totalmente desmontados e terão seus componentes catalogados para formar um estoque de peças, com o objetivo de manter o Matador em operação pelo menos até 2032 - quando se espera que já exista uma decisão sobre o futuro da aviação naval espanhola de asa fixa e que o substituto esteja próximo de ser entregue.

Além da Espanha, após a baixa dos Fuzileiros Navais americanos nesta semana, apenas a Marinha da Itália seguirá operando o Harrier. Porém, na Marina Militare a questão já está encaminhada, pois o F-35B foi encomendado anteriormente e já está sendo entregue.

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