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Citroën Oli: barato, simples e duradouro

Carro esportivo branco e laranja Citroën OLI-01 em exposição dentro de showroom moderno.

Três palavras guiam a proposta do Citroën Oli: simples, barato e duradouro. Depois de o ver de perto em Paris, ficou claro que este protótipo não é apenas um exercício de estilo - é uma espécie de manifesto sobre como tornar os elétricos mais acessíveis.

Da teoria para a rua, tivemos a chance de conduzir o Oli, num contacto real e totalmente funcional, apesar de se tratar de uma unidade única.

E fizemo-lo sempre com uma pergunta (importante) na cabeça: quão perto está o Citroën Oli de um modelo de produção?

Ninguém lhe fica indiferente…

Já aqui falámos várias vezes sobre o design do Oli. É minimalista, divertido e impossível de ignorar. Muito por causa dos para-choques iguais à frente e atrás, das cavas das rodas e das portas, mas também pelo para-brisas vertical e pela capacidade de se transformar numa… pick-up!

Mas há muito mais do que salta à vista. Neste protótipo, tudo tem um motivo e depressa se percebe que a função vem antes da forma, sempre com o preço em foco - que continua a ser o maior «calcanhar de Aquiles» dos elétricos.

Por isso, o Citroën Oli usa menos componentes do que um automóvel convencional e recorre a materiais reciclados, o que se traduz num custo de compra mais baixo, numa manutenção mais em conta e numa maior longevidade.

Parece um buggy lunar, mas é funcional

Não se deixem enganar pela aparência de buggy lunar do Oli: ele é mesmo totalmente funcional. Assenta na plataforma E-CMP, a mesma do Citroën ë-C4, e anuncia 400 km de autonomia, a partir de uma bateria de 40 kWh.

O Oli aposta forte na eficiência e anuncia um consumo médio de apenas 10 kWh/100 km - o facto de pesar só 1000 kg certamente ajuda - e pode ser carregado de 20% a 80% em apenas 23 minutos.

Suficiente para andar na estrada?

A Citroën não divulga a potência do motor elétrico do Oli, mas confirma que a velocidade máxima está limitada aos 110 km/h. É verdade que o número não impressiona, mas em estrada não sentimos falta de mais.

Por ser um protótipo único no mundo, este contacto foi curto e teve algumas limitações (em termos de velocidade, tempo e distância percorrida).

O Oli foi pensado para circular em ambientes urbanos e, aí, os 110 km/h chegam bem. Até porque se mostra despachado, tal como a grande maioria dos elétricos atuais.

É ágil, fácil de conduzir e muito agradável de usar, sobretudo a velocidades mais baixas, típicas dos centros urbanos mais movimentados.

Mas ao volante deste protótipo, o que mais me surpreendeu foi mesmo o facto de estar bem mais perto de um modelo de produção do que eu esperava.

Rudimentar? Longe disso

Imaginava que fosse uma proposta rudimentar e bem mais simples, criada apenas para testar ideias e conceitos. Mas acabei surpreendido por um modelo que dá para usar e… apreciar!

Claro que o isolamento acústico é praticamente inexistente, os padrões de montagem estão longe do que encontramos num modelo à venda e o software que gere todo o sistema elétrico ainda está muito distante de ser o definitivo. Ainda assim, o Oli surpreendeu-me.

Não só no funcionamento, mas também na qualidade de rodagem, sendo muito mais confortável do que se podia imaginar - mesmo com este protótipo equipado com pneus revolucionários que podem durar até meio milhão de quilómetros e com bancos feitos com recurso a impressão 3D.

O Oli tem futuro?

A Citroën foi clara ao dizer que o Oli não vai para produção e deve ser encarado como um laboratório sobre rodas. Ainda assim, é seguro dizer que muitas destas ideias e soluções vão refletir-se nos próximos lançamentos da marca francesa.

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