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Tudo o que você precisa saber, a respeito do Honda ZR-V

Carro SUV Honda ZR-V Hybrid branco em showroom moderno com piso refletivo e plantas decorativas.

Para quem acompanha os próximos passos da Honda no Velho Continente, 2024 promete ser movimentado: até o fim do ano, a marca vai lançar na Europa três SUVs novos. Entre eles está o inédito ZR-V, que chega para se juntar ao novo CR-V (bem maior) e ao e:Ny1, a aposta 100% elétrica.

O ZR-V foi o primeiro que vimos de perto e testamos em Barcelona, na Espanha - mas, curiosamente, será o último a desembarcar no mercado português. A chegada a Portugal está prevista apenas mais para o fim do ano, entre novembro e dezembro.

O nosso primeiro contato em vídeo sai nos próximos dias. Enquanto esse conteúdo não entra no ar no YouTube, reunimos aqui tudo o que você precisa saber sobre o Honda ZR-V.

O que é?

Posicionado entre o HR-V e o CR-V, o ZR-V chega com ambição, já que vai atuar em um dos segmentos mais disputados (e mais vendidos) da Europa. Trata-se de um SUV do segmento C e, ao mesmo tempo, funciona como uma espécie de “par” do Civic: compartilha com ele a plataforma (chassi) e o conjunto híbrido.

Só há versão híbrida

E faz sentido começar justamente pelo sistema híbrido, já que esse é um dos grandes trunfos de um modelo completamente novo. Desde o Honda e, a marca japonesa não lançava um carro realmente inédito - sem ser substituto direto de algo que já existia.

Como dito acima, o ZR-V usa o mesmo conjunto híbrido do Civic. Ele combina um motor 2.0 a gasolina (ciclo Atkinson), quatro cilindros, aspirado, com 143 cv e 186 Nm, com dois motores elétricos. Um deles é responsável pela tração e entrega 184 cv de potência máxima e 315 Nm de torque máximo.

Com esses números, o Honda ZR-V acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 s, e a velocidade máxima fica limitada a 173 km/h. No consumo combinado, a Honda anuncia 5,8 l/100 km, com emissões de CO₂ de 131 g/km.

Como funciona o sistema híbrido?

O sistema híbrido do ZR-V trabalha com três modos: EV Drive, Hybrid Drive e Engine Drive. E há um detalhe importante: em nenhum deles o motor elétrico e o motor a combustão tracionam juntos ao mesmo tempo.

É o próprio sistema que decide qual modo usar em cada situação. No uso urbano, dá para rodar quase sempre em modo 100% elétrico, desde que a bateria (com 1,05 kWh de capacidade) tenha carga e que a velocidade não seja muito alta.

Nessa condição, o motor elétrico é o único responsável por movimentar o Honda ZR-V, quase como se fosse um modelo totalmente elétrico.

Quando o ritmo aumenta e você pede mais desempenho, o motor elétrico passa a exigir mais energia. Aí, o motor a gasolina entra em ação funcionando como gerador: além de alimentar o motor elétrico, também consegue recarregar a bateria.

Por fim, em estrada - por exemplo, em autoestrada - com velocidades mais altas e constantes, o sistema seleciona o modo Engine Drive, deixando toda a tração a cargo do motor a gasolina.

Quem gerencia tudo isso é uma transmissão de relação fixa, que surpreende pela suavidade e por ser bem agradável de conduzir, como pudemos notar no primeiro contato ao volante do novo Honda ZR-V, pelas ruas de Barcelona. Mas sobre isso (e também sobre consumo real) falaremos daqui a alguns dias.

Imagem pouco agressiva

Ao contrário do que muita gente tem feito na indústria, a Honda preferiu não apostar em linhas excessivamente vincadas e “agressivas”, escolhendo um desenho com formas mais limpas, suaves e arredondadas.

Ainda assim, basta olhar a dianteira para perceber que o ZR-V foge do padrão mais recente da Honda: a grade é relativamente pequena e os faróis têm formato de “L”.

Na traseira, chamam atenção as lanternas horizontais e o para-choque robusto, mantendo a mesma proposta arredondada vista na frente.

De perfil, além das proteções nas caixas de roda, destacam-se as rodas de 18”, a silhueta típica de SUV e dimensões generosas para o segmento: 4,56 m de comprimento (22 cm a mais que o HR-V), 1,62 m de altura e 1,84 m de largura.

Interior decalcado do Civic

Por dentro, com exceção do console central - mais alto e com novos espaços porta-objetos - o ambiente é praticamente o mesmo do Civic. Isso aparece logo no volante e no painel, que mantém as linhas horizontais, os botões físicos e a grelha que já conhecíamos do hatchback da marca japonesa.

No centro, o destaque é a central multimídia de 9”, acompanhada de um painel de instrumentos 100% digital, que pode ter dois tamanhos: 7” no nível Sport e 10,2” na versão Advance.

Atrás, os bancos oferecem um espaço bom para pernas e cabeça, mas as portas não abrem tanto quanto seria ideal, o que atrapalha um pouco o acesso. Os assentos são fixos e não permitem ajuste de inclinação, mas há duas portas USB e saídas de ar para a segunda fileira.

E a bagageira?

Este é, para mim, um dos pontos menos favoráveis do Honda ZR-V, já que fica abaixo de boa parte dos concorrentes: a bagageira (com abertura elétrica de série) tem 380 litros. E a versão Advance perde 10 litros por conta do subwoofer do sistema de som Bose.

Apesar de larga e funda, a bagageira é baixa (por causa do posicionamento da bateria), o que limita um pouco o uso. Por outro lado, a chapeleira pode ser guardada sob o piso, e os bancos traseiros rebatem, elevando a capacidade para perto de 900 litros.

Quando chega e quanto vai custar?

O Honda ZR-V chega a Portugal no fim do ano, em novembro ou dezembro, com dois níveis de equipamento: Sport e Advance.

Ainda não existem preços fechados para o mercado português, mas a Honda em Portugal aponta para um valor inicial entre 45 000 e 50 000 euros.

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