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332º Esquadrão da Força Aérea dos EUA realiza o primeiro voo oficial do quadricóptero Skydio no USCENTCOM

Soldado operando drone preto em base aérea com caça estacionado e equipamentos no chão.

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Primeiro emprego oficial do drone Skydio pelo 332º Esquadrão no USCENTCOM

Em 5 de novembro de 2025, o 332º Esquadrão de Forças de Segurança Expedicionárias da Força Aérea dos Estados Unidos conduziu o primeiro voo oficial de um quadricóptero de reconhecimento Skydio dentro da sua área de responsabilidade sob o U.S. Central Command (USCENTCOM). O marco inaugura o uso desse tipo de drone em missões de segurança aérea no Oriente Médio, fortalecendo a vigilância do perímetro e a proteção de bases em um cenário de ameaça crescente.

Integração do sUAS à segurança de base e mudança doutrinária

O equipamento, ligado à divisão de sistemas de pequenas aeronaves não tripuladas (sUAS), passa a compor as rotinas de segurança de base e sinaliza uma mudança doutrinária, já que as forças de segurança aérea dos EUA passariam a empregar drones de forma oficial na região. A medida acompanha um ambiente marcado por ameaças híbridas, ataques com drones improvisados e o assédio a instalações norte-americanas no Iraque e na Síria, onde ampliar a proteção do efetivo e de ativos estratégicos se tornou prioridade.

Atualmente, o Esquadrão está desdobrado em uma base aérea dentro da área de responsabilidade do USCENTCOM, em local não divulgado por motivos de segurança. A unidade atua ali há vários meses, como parte das rotações regulares da Força Aérea no Oriente Médio.

Capacidades do quadricóptero Skydio e ganhos de prontidão

O quadricóptero Skydio fornece visão de 360 graus, câmeras térmicas e zoom de alta resolução. Com isso, é possível detectar anomalias, identificar ameaças e observar o terreno com mais rapidez e segurança do que por meio de patrulhas terrestres. Um diferencial central é o menor tempo de preparação: ele pode decolar em menos de cinco minutos, enquanto drones tradicionais de asa fixa costumam exigir de 20–60 minutos.

O primeiro voo operacional, realizado em 5 de novembro, teve foco em testes de vigilância do perímetro e em checagens dos sistemas de voo. Sobre o procedimento, Manuel Ajoste, líder e avaliador de sistemas aéreos não tripulados do Centro Internacional de Análise Consolidado, ressaltou: “Tudo está pré-programado: as frequências de rádio, os voos prévios, tudo está pronto para que possamos colocá-los no ar o mais rápido possível. Dessa forma, o drone pode estar em voo enquanto um membro da equipe prepara o equipamento e o outro o controla”.

Por fim, a Força Aérea prevê que o 332º Esquadrão se torne uma unidade piloto para ampliar o programa de drones de segurança no Oriente Médio, com a possibilidade de incorporar mais sistemas em 2026. O movimento acompanha a tendência de robotização e automação de tarefas de segurança, consolidando os drones como ferramentas essenciais para proteger bases e sustentar a vigilância em cenários de alta exigência.


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