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Reabastecimento em voo com KC-390 Millennium na segurança da COP30
Dentro do amplo esquema de segurança montado para a Cúpula de Líderes da COP30, a Força Aérea Brasileira (FAB) intensificou, nos dias que antecederam o encontro, as missões de Reabastecimento em Voo com aeronaves Embraer KC-390 Millennium, oferecendo apoio direto aos caças Northrop F-5M responsáveis pela defesa aérea sobre Belém. As manobras ocorreram entre 6 e 7 de novembro e asseguraram a cobertura contínua do espaço aéreo, em linha com o plano de proteção previsto para a cúpula.
Autonomia dos F-5M e desempenho do KC-390 Millennium
O emprego do KC-390 Millennium foi decisivo para manter as atividades de vigilância e de interceptação. Nesta operação, sua configuração multimissão - ajustada especificamente para o reabastecimento em voo - possibilitou ampliar de forma expressiva o tempo de patrulha dos F-5M Tiger II, aumentando a autonomia sem a necessidade de retorno a solo para reabastecer. Essa vantagem foi fundamental para sustentar uma postura aérea ativa durante a realização do evento internacional.
O foco do desdobramento foi o reabastecimento em voo, que consiste em transferir combustível para os caças enquanto permanecem no ar. No caso do KC-390 Millennium, a plataforma é capaz de repassar até 25 toneladas de combustível a uma taxa de aproximadamente 800 litros por minuto, o que amplia a autonomia dos F-5M e garante a permanência em missão nos períodos de maior exigência operacional vinculados à COP30.
Esquadrão Zeus e flexibilidade operacional da FAB
A aeronave empregada nessas missões integra o Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1.º GTT) – Esquadrão Zeus –, sediado em Anápolis (GO). Sobre o tema, o Tenente-Coronel Aviador Daniel Elias Souza, comandante de um dos KC-390 mobilizados, destacou que o avião pode ser reconfigurado rapidamente para alternar entre transporte logístico e tarefas de reabastecimento, uma flexibilidade operacional que ajudou a manter um ritmo elevado de atividades em um cenário exigente.
Dispositivo conjunto para proteção de Belém durante a COP30
Em paralelo, o Brasil colocou em funcionamento um dispositivo conjunto para ampliar a segurança geral do evento. Unidades de Forças Especiais da Marinha realizaram simulações de assalto e resgate a bordo do cruzeiro Costa Diadema, enquanto a FAB reforçou a vigilância aérea com aviões de ataque Embraer A-29 Super Tucano, plataformas de alerta radar e controle aerotransportado Embraer E-99, helicópteros Sikorsky H-60L Black Hawk e outros meios sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). Em conjunto, essas medidas compuseram um esquema de proteção abrangente para garantir a segurança das delegações e do espaço aéreo sobre Belém durante a COP30.
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