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Teste completo da Samsung Galaxy Watch8 no início de 2026

Homem olhando relógio inteligente enquanto corre em caminho próximo a lago e ciclista ao fundo.

Afinal, como se sai o mais novo relógio inteligente da Samsung neste começo de 2026? A resposta está no nosso teste completo.

2025 já ficou para trás - e foi um ano cheio de lançamentos, tanto no mundo dos smartphones quanto no das smartwatches. A Samsung decidiu atuar forte nos dois segmentos, e com competência. Se ainda não leu, vale conferir o teste dos novos Galaxy S25, publicado pelo meu colega Romain Vitt.

Aqui, o foco é outro: a novidade que está no meu pulso, a Galaxy Watch8. Depois de quatro anos sem mudanças marcantes no visual, a Samsung resolveu mexer no que vinha repetindo. A Watch8 chega com uma cara nova: linhas mais geométricas e contornos bem definidos.

É questão de gosto, claro, mas por aqui a gente reconhece a coragem da Samsung. De todo modo, o relógio finalmente se diferencia - e é fácil identificá-lo de longe. Resta saber se ele consegue brigar de igual para igual com os principais nomes do mercado. É o que vamos avaliar neste teste.

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Um design audacioso

Dá para criticar muita coisa na Watch8 e na própria Samsung, mas uma coisa é inegável: eles se arriscaram. A marca redesenhou o produto e entregou um formato bem particular - único, “falsamente” redondo. A caixa prateada é quadrada, com cantos arredondados, enquanto a tela por dentro continua circular, criando um efeito visual bem característico.

Além dessa “vista superior” que já chama atenção, o relógio também ficou alguns milímetros mais esbelto. Ele tem 8,6 mm de espessura. Para colocar em perspectiva, a Watch7 tinha 9,7 mm.

Entre os concorrentes diretos da Samsung, ninguém chega a números tão baixos: o Google oferece 12,3 mm de espessura na Pixel Watch 4. A Apple fica um pouco melhor com a Series 11, com 9,7 milímetros, ou 10,7 milímetros na SE 3 - e passa de 12 milímetros na Apple Watch Ultra 3.

Essa corrida pela finura, que a Samsung também puxou nos smartphones (com o Galaxy S25 Edge), faz bastante diferença na Watch8. Se a utilidade de um celular mais fino pode ser debatida, colocar um relógio tão fino no pulso costuma convencer rapidamente.

Usar um relógio mais fino muda completamente a experiência: ele “some” mais fácil, sobretudo durante treinos. Também desliza melhor por baixo da manga de uma camisa ou de um casaco. Parece detalhe, mas é exatamente o tipo de vantagem que só fica óbvia quando você veste o produto no dia a dia.

Para fechar o capítulo de design, a Samsung vende a Watch8 em duas versões: 40 e 44 milímetros, para se ajustar a diferentes tamanhos de pulso. Neste teste, todas as imagens destacam o modelo de 40 milímetros. Também vale mencionar o novo sistema de encaixe das pulseiras - simples, prático e realmente fácil de usar.

Uma tela de grande qualidade

Passada a parte do visual, é hora de olhar para a tela. Aqui, a Samsung aposta em um painel Super AMOLED de altíssima qualidade. Muito brilhante, ele chega a 3000 cd/m². Para comparação, a Apple Watch Series 11 fica em 2000 cd/m². Só a Apple Watch Ultra 3 alcança níveis parecidos.

Ao longo das semanas de teste, não tivemos qualquer dificuldade com a visibilidade por falta de brilho. Por outro lado, a Watch8 não reduz tanto a luminosidade: a Samsung não informa valores oficiais para o brilho mínimo, mas em várias ocasiões ele foi alto demais - a ponto de incomodar logo ao acordar.

Por fim, a tela trabalha a 60 Hz. Não é o cenário ideal - costuma ser apontado como algo que pode gerar fadiga ocular -, mas é um número totalmente comum em um relógio inteligente de massa como a Watch8.

Novo OS, novo começo?

Como já destacamos antes, a chegada da Galaxy Watch8 marca uma virada para a Samsung. A empresa sul-coreana ajustou o rumo tanto no hardware quanto na experiência de software. Com uma nova versão do Weor OS 6, a marca entrega uma interface mais fluida e com bastante apoio a apps de terceiros.

Na prática, você encontra serviços populares como Strava, WhatsApp, Shazam e Spotify, entre outros.

Acompanhamento esportivo: no detalhe

Em uma smartwatch, esse é um dos pontos mais decisivos: ela consegue acompanhar e medir meus treinos? Em linhas gerais, sim - com algumas ressalvas. Sessões “normais” de cerca de uma hora já pesam bastante na autonomia. Não conte com a ideia de correr centenas de quilômetros sem parar para recarregar.

Deixando a bateria de lado (voltaremos a isso adiante), o modo esportivo da Galaxy Watch8 é muito competente. As leituras de frequência cardíaca durante o esforço se mantiveram consistentes, e os dados do GPS também se mostraram confiáveis.

Vale comprar uma Galaxy Watch8?

A pergunta inevitável em qualquer teste de produto conectado: eu recomendaria? Para você, leitor, para alguém próximo? E, se sim, em quais cenários - para qual necessidade?

No caso da Watch8 da Samsung, a resposta é quase direta. Eu tenderia a recomendá-la para um grupo específico: quem já usa um smartphone Samsung. Se você já tem um telefone da marca, então a Watch8 é para você.

Em um ano, o relógio avançou bastante: visual novo, medições que seguem confiáveis e um preço que continua relativamente controlado. Autonomia ainda não é o ponto forte, mas a Samsung não é a única que fica devendo nesse quesito.

Para quem tem iPhone ou um Android que não seja Samsung, o melhor é procurar outra opção. O iPhone simplesmente não consegue fazer o relógio funcionar; nesses aparelhos, só uma Apple Watch vai cumprir esse papel no pulso.

Já no caso de produtos do Google, Xiaomi ou outras marcas Android, o caminho mais seguro costuma ser escolher uma smartwatch do próprio fabricante - assim, a integração com o seu ecossistema tende a ser bem melhor.


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