Desde que joguei Forza Horizon 5, lá em 2021, ele se tornou meu jogo de corrida favorito de todos os tempos. A ação exagerada, os controles precisos, a garagem enorme de veículos e, claro, a belíssima representação do México fizeram eu me apaixonar por Forza Horizon 5 – a ponto de ele estar empatado com a maior nota que já dei em quase 11 anos e meio na Game Informer. Por isso, foi totalmente natural eu ficar empolgado ao saber que Forza Horizon 6 estava a caminho do meu destino favorito no mundo real para viajar: o Japão. Tive a oportunidade de correr pelo país em alguns eventos da primeira hora da campanha principal, além de explorar livremente um pouco do mapa, e saí dessa experiência mais do que pronto para voltar ao banco do motorista.
Como já se espera da série Forza Horizon, correr continua sendo fantástico. A física, a simulação das superfícies e a sensação de velocidade seguem no mesmo nível excelente dos melhores jogos anteriores. E, com o Japão como pano de fundo, aproveitei cada instante dessa breve e divertida prévia. E tudo começa com a sequência introdutória chamada Initial Drive.
A sequência Initial Drive de Forza Horizon 5 deixou uma marca enorme em mim, com carros caindo do céu, disparando por rodovias e cruzando desertos rumo ao Horizon Festival México. Em Forza Horizon 6, a entrada do jogador no Japão é um pouco mais contida. Você ainda alterna entre carros diferentes para percorrer rotas distintas, funcionando como uma prévia em alto nível das paisagens que verá ao atravessar o Horizon Festival ao longo do que provavelmente serão dezenas de horas, mas desta vez os carros não despencam do céu. Ainda assim, o Horizon Festival segue no centro tanto dessa sequência quanto dos eventos que pude experimentar.
"O Festival sempre foi um elemento central em todos os jogos Horizon, e no mais recente, quisemos dar um passo atrás e pensar nele de uma forma um pouco diferente", diz o diretor de arte Don Arceta. "Principalmente, queríamos tratá-lo como um evento global – algo tão grande quanto a Copa do Mundo ou as Olimpíadas, mas obviamente focado em cultura automotiva e música. E, quando olhamos por esse ângulo, começamos a pensar em como isso poderia existir no Japão. E lá é um pouco diferente; é um pouco mais próximo do que você esperaria de um grande evento organizado. Você tem barreiras fechando ruas da cidade, tem, claro, a grande área do festival. Há patrocinadores. Temos fiscais, voluntários... tudo o que compõe um festival. Queríamos capturar isso e ajudar a vender um pouco dessa construção de mundo e narrativa no nosso Initial Drive, e isso foi apenas uma das partes que ajudaram a moldá-lo. Em termos de ambientação e narrativa, há um pouco mais disso no nosso Initial Drive, o que ajuda a reforçar esse lado cinematográfico."
A equipe reduziu os elementos mais fantasiosos nesse Initial Drive, colocando em destaque a ideia de como seria visitar o Japão e acabar fazendo parte do Horizon Festival. Vi isso se refletir nas primeiras horas, quando meu personagem é informado de que um amigo o inscreveu nas corridas classificatórias. Isso também significa que você verá, além dos eventos oficiais do festival, muito mais Grassroots Circuits, que permitem encarar time attacks do mundo real organizados por grupos locais.
"Quando estávamos pesquisando todos esses Grassroots Circuits, vimos que há uma grande variedade deles, e isso nos ajudou bastante a pensar nos nossos biomas e em onde as coisas ficariam localizadas", afirma Arceta. "Eles foram um dos elementos de base que nos ajudaram a decidir: 'Sim, deveríamos incluir este bioma porque ele nos oferece esse tipo de circuito de time attack, ou este outro'. Então houve uma espécie de troca entre esses dois elementos. Obviamente, quando escolhemos nossos biomas, uma parte importante é o tipo de estrada que existe ali. [...] Há muito da jogabilidade e dos tipos de estrada que são definidos pelas regiões que escolhemos."
Falando em regiões, pelo menos na versão de preview, a única grande área metropolitana parece ser Tóquio. Eu esperava ver pelo menos Osaka ou Kyoto além da capital, mas isso aparentemente não acontece; no meu build, o mapa terminava por volta de Kawazu Nanadaru e do famoso trecho de drift Hakone Nanamagari, que fica algumas horas ao sul de Tóquio em tempo real de viagem. Ainda assim, apesar da natureza extremamente condensada da própria Tóquio – afinal, seria muito difícil capturar de verdade a imensidão sem fim da cidade real – a recriação é tão impressionante quanto se poderia imaginar, com belas versões de Shibuya, Minato e outras áreas marcantes. Fora de Tóquio, adorei ver as estradas Touge e o famoso Tateyama Snow Corridor, nos Alpes Japoneses. A Playground Games claramente conseguiu reproduzir a beleza dos muitos biomas do Japão.
A proposta de visitar o Japão e, de repente, ser colocado dentro do Horizon Festival também se estende aos carros que dirigi durante o hands-on, já que a minha versão de preview me ofereceu três veículos iniciais com especialidades bem diferentes, sendo dois deles ícones japoneses. O Nissan Silvia K's 1989 é uma ótima escolha para corridas de rua, enquanto o Toyota Celica GT-Four ST205 1994 me ajudou a dominar o evento de rali presente nessa versão. Por fim, como o mercado japonês normalmente não é conhecido por veículos off-road, a Playground me entregou um GMC Jimmy 1970 para enfrentar aquele evento classificatório do Horizon Festival.
Mas não se preocupe se esses veículos iniciais não chamarem sua atenção; como a arte da caixa de Forza Horizon 6, que traz o protótipo Toyota GR GT 2025, deixa bem claro, você vai assumir o volante de uma enorme variedade de máquinas incríveis ao longo da sua jornada nesse playground japonês. Ainda assim, meu tempo foi todo com esses três carros, participando das classificatórias antes da progressão principal da campanha no jogo completo, além de várias PR stunts, incluindo Speed Traps, Drift Zones e rampas Danger Sign. Como de costume, também há vários colecionáveis espalhados pelo mapa, como placas de bônus de XP e mascotes fofos que você pode atravessar e destruir. Somando isso à avalanche de eventos que surgem quando você efetivamente passa a fazer parte do festival no jogo principal, não parece haver qualquer falta de atividades para encarar.
"A versão de preview é o que chamamos de Qualifier Phase, que leva você até o Festival", explica o diretor de design Torben Ellert. "Existe uma enorme quantidade de conteúdo dentro dessa parte da campanha, incluindo todas as corridas de rua e as corridas e batalhas Touge que estão no jogo. Pensamos nisso dessa forma: se você viajasse para o Japão hoje e conhecesse as pessoas certas, provavelmente conseguiria entrar num carro e correr no C1 Loop, e alinhar isso com a tradição de corridas de rua no Horizon Festival fez muito sentido para nós como uma forma de separar esse conteúdo. Então, na parte da campanha ligada ao festival, as coisas são bem estruturadas, certo? Os eventos se desbloqueiam em sequência, têm restrições de carros, os veículos começam mais lentos e ficam mais rápidos conforme você evolui. Mas, na versão completa do jogo, quando você explorar o mapa e encontrar uma corrida de rua, por exemplo, poderá entrar nela com qualquer carro, e o grid vai se adaptar para acompanhar essa escolha. Foi uma maneira de manter a liberdade de exploração e a liberdade de certos tipos de corrida, ao mesmo tempo em que outros tipos ficam mais estruturados e mais orientados para progressão. Acho que a autenticidade dessa cultura de corrida no Japão fez com que essa divisão de conteúdo surgisse de forma muito natural."
Encerrando minha conversa com os desenvolvedores de Forza Horizon 6, perguntei se eu poderia estacionar meu carro nos trilhos do Shinkansen e ser obliterado pelo trem-bala, que pode chegar a até 320 km/h. "É, a-hã, sim", responde Ellert, rindo. "Tenho certeza de que você já sabe dos benefícios que isso pode trazer para os Speed Traps."
Mesmo depois de passar algumas horas acelerando pelo mapa, ainda há muitas áreas que eu nem cheguei perto de visitar, e tudo bem. Quero que o jogo final me atinja da mesma forma que Forza Horizon 5 conseguiu em 2021, e a melhor maneira de experimentar os mapas de Forza Horizon é quando eles estão cheios de coisas para fazer. Essas primeiras horas que joguei são promissoras, mas só vou saber de verdade qual é o teto de Forza Horizon 6 quando ele for lançado em 19 de maio.
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