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Mercedes Classe S: reestilização discreta e mais tecnologia

Carro branco Mercedes-Benz em movimento em estrada cercada por campo com flores amarelas e árvores ao fundo.

A nova Mercedes Classe S chegou e, se você está apertando os olhos para descobrir o que mudou, a reação é compreensível. Também não dá para criticar a Mercedes por ter escolhido uma reestilização tão suave: a Classe S construiu fama por estrear tecnologias a cada grande evolução do modelo e, com quatro anos de linha, ela precisava apenas de pequenos ajustes para continuar um passo à frente.

Mudanças visuais discretas na Mercedes Classe S

No visual, isso se traduz em uma grade um pouco mais pontuda, novos faróis em LED, alterações bem sutis nos para-choques e alguns retoques de acabamento no interior. É por baixo da carroçaria, porém, que as novidades ficam mais relevantes: a Mercedes ampliou o pacote de dispositivos de segurança (itens que, inevitavelmente, devem aparecer em carros “comuns” dentro de alguns anos) e fez uma série de ajustes nos motores para deixar a Classe S um pouco menos agressiva ao meio ambiente.

Eficiência e emissões: as novidades “verdes” da Classe S

Começando pelas medidas mais “verdes”, os motores da gama permanecem praticamente os mesmos, mas um conjunto aerodinâmico na parte inferior do carro, pneus de baixa resistência ao rolamento e um sistema que desacopla o câmbio automático quando o carro está parado ajudam a reduzir as emissões. No diesel (o mais vendido da marca no Reino Unido), os números caem de 220g/km para 199g/km, e o consumo melhora um pouco, chegando a 37,2 mpg (Reino Unido), o que equivale a cerca de 7,6 L/100 km.

Durante o teste, conduzimos as versões S350 CDi, S500 e S600 e, sinceramente, seria difícil perceber uma diferença real em relação aos modelos anteriores - talvez apenas uma marcha lenta ligeiramente mais suave, graças a esse recurso do câmbio. Vale notar que o sistema volta a engatar assim que você tira o pé do pedal do travão, então não existe atraso na hora de arrancar.

Há também a S400 híbrida, que acrescenta energia de bateria ao motor V6 a gasolina. Ainda assim, como o diesel tem procura muito forte e a economia extra de combustível é pequena, essa configuração não deve aparecer por aqui.

Assistentes de segurança: mais “Assist” no folheto

Passando para a segurança, a lista de equipamentos enche o catálogo da Classe S com a palavra “Assist”. O Adaptive High Beam Assist evita ofuscar outros condutores; o Attention Assist chama a sua atenção se você começar a cochilar (o sistema observa os movimentos do seu corpo para decidir se isso aconteceu); e o Lane Keeping Assist faz o volante vibrar quando você atravessa a faixa sem intenção.

Estabilização contra vento lateral no controlo de estabilidade

Talvez o recurso mais curioso - e, à primeira vista, mais intrigante - seja a estreia de uma função de estabilização contra vento lateral integrada ao controlo de estabilidade. Ela identifica a rajada e, na prática, carrega as molas em cantos opostos do carro para induzir uma correção na direção, contrariando a força do vento. Nós experimentámos isso com uma máquina de vento no centro de testes da Mercedes, em Stuttgart, e o resultado é impressionante: dá para sentir um pequeno empurrão quando o carro detecta a massa de ar, mas logo depois você é devolvido, de forma quase estranha, ao trajeto original.

No fim das contas, trata-se de um retoque por fora e de uma dose extra de tecnologia para lembrar os outros fabricantes de luxo do seu lugar no mundo. Como já dissemos, é difícil encontrar falhas nessa lógica.

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