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GE Aerospace conclui, no NASA EPFD, testes do sistema de motor híbrido-elétrico de classe megawatt

Técnico em macacão cinza com óculos em hangar ao lado de motor de avião exposto, modelo e laptop.

GE Aerospace conclui testes do sistema de motor híbrido-elétrico de classe megawatt no NASA EPFD

A transição para uma aviação mais eficiente passa, em boa parte, por provar no mundo real o que já funciona no papel. Nesta semana, a GE Aerospace informou que concluiu testes em solo de um sistema de motor híbrido-elétrico de classe megawatt desenvolvido dentro do projeto Demonstração de Voo de Trem de Potência Eletrificado (Electrified Powertrain Flight Demonstration – EPFD) da NASA, um avanço que abre caminho para testes de voo.

O ensaio marcou a primeira validação, pela empresa, do sistema integrado completo. Isso inclui motor/geradores da GE Aerospace, conversores de energia e inversores, controladores, hélices Dowty, caixas de engrenagens da Avio Aero e um motor CT7. A BAE Systems forneceu as baterias utilizadas, e a Aurora Flight Sciences, subsidiária da Boeing, entregou a nacele completa.

“Passo a passo, estamos provando a tecnologia de motor híbrido-elétrico para aeronaves comerciais de próxima geração,” disse Arjan Hegeman, vice-presidente de futuro do voo na GE Aerospace. “Este último teste em terra de um trem de força híbrido-elétrico completo posiciona a GE Aerospace para ter as tecnologias prontas para atender às necessidades dos clientes por maior durabilidade, eficiência e alcance em futuros sistemas de propulsão.”

Durante a campanha de testes na Peebles Test Operation, em Ohio, as equipes reproduziram diferentes fases de voo, como taxiamento, decolagem, subida e cruzeiro. O trem de potência elétrico ajudou a acionar a hélice com sucesso e também gerou energia para a bateria. Como parte dos esforços para amadurecer um sistema híbrido-elétrico de padrão comercial, foram usados componentes prontos para voo, que atendem a exigências de segurança e confiabilidade mais rígidas do que as de um hardware de teste convencional.

Segundo a GE Aerospace, esse marco vem na sequência de mais de uma década de testes e evolução de componentes e módulos individuais.

“O teste em solo é um ponto de virada importante em nossa compreensão de trens de potência híbrido-elétricos para aviação e um bloco de construção fundamental para o futuro,” disse Hegeman.

Um sistema de motor híbrido-elétrico combina um trem de potência elétrico com uma turbina a gás tradicional para otimizar a gestão de energia em diferentes fases de operação. Sistemas híbrido-elétricos são altamente compatíveis com vários tipos de combustível e com arquiteturas avançadas de motores aeronáuticos, como a tecnologia Ventilador Aberto (Open Fan).

Experiência híbrido-elétrica

A GE Aerospace afirma que foi a primeira a receber, em 2021, o contrato do NASA EPFD para demonstrar a prontidão de voo de tecnologias híbrido-elétricas voltadas a aeronaves de fuselagem estreita (corredor único entre assentos).

Vários marcos-chave foram alcançados na última década para o desenvolvimento de tecnologia híbrido-elétrica:

– 2016: um teste em terra de hélice acionada por motor elétrico;

– 2022: o primeiro teste mundial de um sistema de propulsão híbrido-elétrico de classe megawatt e multi-quilovolt em condições de altitude até 45.000 pés no Banco de Testes de Aeronaves Elétricas da NASA (NASA Electric Aircraft Testbed) que simulou voo comercial de fuselagem estreita; e

– 2025: demonstração bem-sucedida de uma configuração híbrido-elétrica de fuselagem estreita com transferência de energia e injeção em um motor turbofan de alto bypass modificado (nenhum armazenamento de energia necessário) através do projeto NASA HyTEC.

Uma parceria estratégica e investimento de capital anunciados em 2025 com a BETA Technologies para acelerar a aviação híbrido-elétrica inclui planos para co-desenvolver um turbogerador híbrido-elétrico para aplicações de Mobilidade Aérea Avançada (Advanced Air Mobility – AAM).

Informações da GE Aerospace

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