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Defesa

Exército Brasileiro abre solicitação de cotação para munições merodeadoras leves

Militar brasileiro explica funcionamento de drone a dois civis em hangar com aeronave ao fundo.
Neste artigo
  1. Solicitação de cotação do Exército Brasileiro e itens incluídos
  2. Especificações técnicas das munições merodeadoras leves
  3. Treinamento presencial e assistência técnica no Brasil
  4. Exemplos de munições merodeadoras do Grupo 1 citadas como referência

O Exército Brasileiro, por meio de sua missão militar nos Estados Unidos, deu início recentemente a uma solicitação de cotação para a aquisição de sistemas de munições merodeadoras. Entre os itens previstos no requerimento estão os lançadores, a estação de controle em solo, um simulador de voo, treinamento e suporte técnico.

Solicitação de cotação do Exército Brasileiro e itens incluídos

Os documentos divulgados revelam parte das exigências técnicas apresentadas pelo Exército Brasileiro, apontando que a instituição busca munições merodeadoras de porte leve. O material requerido deve ter carga útil de até 2 quilogramas, peso total que não ultrapasse 20 quilogramas, autonomia mínima de 20 minutos e alcance entre 5 e 40 quilômetros.

Especificações técnicas das munições merodeadoras leves

Para o sistema de lançamento, foram pedidas diferentes configurações, incluindo opção manual, versão do tipo VTOL/WOL (conforme o projeto do fabricante) e emprego de lançador portátil. A munição, o lançador e o sistema de controle também precisam permitir transporte em duas mochilas ou dois estojos, que não podem exceder 1,4 m de comprimento e 0,7 m de largura.

Requisitos de transporte e configurações de lançamento

A estação de controle remoto e o sistema de transmissão de dados devem ser portáteis, com possibilidade de criptografia e operação em frequência na Banda S. O alcance LOS (line of sight) exigido é de, no mínimo, 40 quilômetros, enquanto as baterias devem garantir autonomia de pelo menos 4 horas.

Treinamento presencial e assistência técnica no Brasil

Na RFQ, o Exército Brasileiro também incluiu a prestação de um treinamento presencial no Brasil destinado a 10 operadores/mantenedores. O curso deverá contar com os respectivos manuais de operação e manutenção, ter duração de 3 semanas (com carga total de 120 horas) e ser ministrado em português.

Como complemento ao curso de operadores e equipe de manutenção, o fabricante deverá fornecer assistência técnica presencial. Esse time prestará apoio durante a etapa de instrução e também ao longo da fase de avaliação doutrinária do sistema de munições merodeadoras.

Exemplos de munições merodeadoras do Grupo 1 citadas como referência

Com base nas especificações técnicas estabelecidas pelo Exército Brasileiro, é possível afirmar que a Força pretende adquirir munições merodeadoras enquadradas no Grupo 1 - isto é, da categoria leve - como a Switchblade 300, as HERO 30 e 90, Peregrine MR ou a nova Rheinmetall FV-014, entre diversos modelos atualmente em serviço.


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Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

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