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Defesa

Marinha Argentina inicia licitação para radares Sperry Marine das corvetas MEKO 140

Oficial naval operando equipamentos de navegação na ponte de comando com navio de guerra ao fundo.

A Marinha Argentina deu início ontem ao processo de licitação para comprar radares de navegação destinados a três de suas corvetas MEKO 140. Conforme os documentos divulgados, a força pretende adquirir sistemas da Sperry Marine, incorporação estimada em $ 1.250 milhões de pesos.

Radares Sperry Marine para as corvetas MEKO 140

A opção pelos radares da Sperry Marine para as MEKO 140 está relacionada à experiência acumulada pela Marinha Argentina com esse material ao longo de mais de duas décadas. A decisão foi reafirmada recentemente pela Chefia de Armamentos e Eletrônica Naval, que confirmou a eficácia desses radares para atender às demandas da instituição, sua adequação às normas militares vigentes e a existência de suporte técnico e respaldo local.

Além disso, a padronização possibilita centralizar as compras, diminuir a variedade de peças de reposição que precisa ser mantida em estoque para reparos e aprimorar a gestão do conhecimento voltada à operação e à manutenção.

Os radares solicitados para modernizar as corvetas MEKO 140 da Marinha Argentina devem operar na Banda X, com antena de 6 pés e console em formato de gabinete. Este último contará com uma configuração básica, incluindo teclado e trackball, várias interfaces para entrada e extração de dados e uma tela de 25 polegadas ou superior, entre outras características.

Segundo as especificações técnicas, as corvetas que receberão os novos radares de navegação Sperry Marine serão a ARA Espora P-41, a ARA Rosales P-42 e a ARA Spiro P-43. As três embarcações foram as primeiras unidades MEKO 140 incorporadas pela Marinha Argentina a partir da segunda metade dos anos 1980.

Projeto de modernização

Paralelamente, a Marinha Argentina pretende avançar com o projeto chamado “Modernização de Três (3) Unidades Classe Meko 140 Pertencentes ao Comando de Adestramento e Prontidão”, iniciativa que prevê recuperar e aprimorar as capacidades de movimentação náutica (MOVINAU) das corvetas. O investimento inicial planejado para esses trabalhos supera ligeiramente $ 30.000 milhões de pesos.

Embora não tenham sido divulgadas oficialmente informações mais detalhadas, alguns indícios apontam que as corvetas poderão passar por atualizações nos sistemas de propulsão, governo e estabilização. Isso inclui a revisão dos dois motores diesel Semt-Pielstick 16 PC2-5 V 400 que impulsionam cada navio.

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Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

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