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Defesa

F-16 Fighting Falcon ucraniano abate pela primeira vez uma aeronave de combate russa

Piloto com fones em cabine de caça observa outro avião voando em céu ao pôr do sol.

Na mais recente reunião do Comitê de Apropriações do Senado, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, general John D. Caine, confirmou que um F-16 Fighting Falcon da Força Aérea Ucraniana abateu, pela primeira vez, uma aeronave de combate russa. As autoridades ucranianas já haviam divulgado a vitória do Fighting Falcon em 8 de julho.

Confirmação do abate pelo F-16 Fighting Falcon ucraniano

A confirmação do abate realizado pela Ucrânia foi feita durante a sessão legislativa em que o governo Trump pediu uma ampliação orçamentária de US$ 88 bilhões. Os recursos seriam destinados à guerra contra o Irã e à assistência agrícola.

Foi ao responder às perguntas do senador Dick Rubin que o general John D. Caine citou o recente abate de uma aeronave de combate russa por um F-16 Fighting Falcon ucraniano. O chefe do Estado-Maior Conjunto também ressaltou o progresso da base industrial ucraniana no desenvolvimento de sistemas ar-ar e superfície-ar, alcançado com assistência e apoio de diversos aliados.

Embora o general Caine não tenha citado o modelo, informações divulgadas anteriormente pelas Forças Armadas da Ucrânia indicavam que a aeronave abatida pelo F-16 seria um caça-bombardeiro Su-35. Algumas versões afirmam que essa primeira vitória resultou de uma emboscada elaborada, envolvendo vários F-16 e um sistema de defesa antiaérea Patriot, mas essa informação não recebeu confirmação oficial.

Uma luta desigual

Os F-16 da Ucrânia pertencem à variante MLU, uma versão que passou por diferentes atualizações ao longo dos anos. Ainda assim, determinados sistemas dessas aeronaves são inferiores aos disponíveis em caças da categoria do Su-35 das Forças Aeroespaciais Russas.

O armamento é outro aspecto em que os F-16 ucranianos enfrentam desvantagem, pois aparentemente não empregam as versões mais modernas e capazes do míssil ar-ar de médio/longo alcance AIM-120 AMRAAM. Diante dessas restrições, a Força Aérea Ucraniana precisa buscar meios de compensar as limitações tecnológicas, algo que já demonstrou ser capaz de fazer em várias ocasiões.

No futuro, a Força Aérea Ucraniana poderá enfrentar a aviação de combate russa com maior consistência quando iniciar a incorporação dos JAS-39 Gripen. Entre as várias capacidades oferecidas pelo caça sueco estará o míssil de longo alcance Meteor, que deverá reduzir de forma considerável a desvantagem diante dos mísseis russos.

Assistência militar à Ucrânia e recursos até 2029

A disponibilidade dos recursos de assistência militar destinados à Ucrânia foi um dos temas da conversa entre o senador Rubin e o general Caine, debate no qual foi confirmada a primeira derrubada obtida por um F-16 ucraniano.

A preocupação do senador estava relacionada aos efeitos da demora na liberação de aproximadamente US$ 400 milhões em assistência militar para Kiev. Segundo ele, uma parcela significativa desses recursos somente estará disponível em 2029. Rubin também enfatizou a necessidade imediata da Ucrânia por sistemas de defesa antiaérea.

Recursos de assistência pendentes até 2029

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos não detalhou essas questões, explicando que elas dependem de uma decisão política que ultrapassa a esfera militar. Ainda assim, o general Caine ressaltou os avanços da indústria de defesa ucraniana, especialmente na cobertura das necessidades de meios superfície-ar e ar-ar, bem como o nível de escalabilidade alcançado após tantos anos de guerra.

O senador Dick Rubin concluiu sua participação lamentando que a Ucrânia não consiga receber a assistência militar de que necessita, sobretudo em razão do aumento dos gastos provocados pela atual intervenção dos Estados Unidos no Oriente Médio e pelo conflito com o Irã.

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Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

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