6 de fevereiro de 2026, 09:50
Crédito da imagem: mercedes-benz.com
Vários SUV estão ficando mais aerodinâmicos para ganhar eficiência.
Aerodinâmica em SUV: por que as carrocerias estão mudando
A aerodinâmica passou a ter um peso decisivo na evolução dos SUV atuais. Em vez de linhas muito quadradas, as marcas vêm reduzindo superfícies verticais, suavizando arestas e adotando silhuetas mais fluídas. O motivo é o avanço de elétricos, híbridos e híbridos plug-in, modelos nos quais a resistência do ar impacta diretamente a autonomia e o gasto de energia.
Coeficiente de arrasto (Cx) e a economia na estrada
À medida que a velocidade aumenta, a resistência aerodinâmica cresce de forma quadrática; por isso, uma melhoria pequena no coeficiente de arrasto (Cx) já traz resultado perceptível. Uma queda de Cx de apenas 0,02 pode reduzir, em rodovia, o consumo de energia ou combustível em 3–5%. É por essa razão que os SUV mais novos miram cada vez mais valores abaixo de 0,30 - algo que antes parecia fora de alcance para veículos desse segmento.
Exemplos de SUV com Cx baixo
Já há casos concretos: o BMW iX registra Cx em torno de 0,25; o Mercedes GLC Coupe fica em 0,27; e o Hyundai Ioniq 5 marca 0,29. Entre os elétricos, números de referência aparecem no Mercedes EQS e no Tesla Model S, que se aproximaram do patamar de sedãs de passeio. Com isso, os crossovers se aproximam do grupo em que tradicionalmente estavam os carros mais económicos.
Recursos usados para melhorar a aerodinâmica dos SUV
Para ganhar eficiência, entram em cena frentes mais inclinadas, bordas arredondadas, colunas mais estreitas, tetos com caimento, spoilers ativos e dutos de ar redesenhados. Assim, os SUV mantêm espaço interno e praticidade, mas passam a rodar com menos ruído e maior eficiência.
Especialistas destacam que essa tendência deve se intensificar: o mercado continua a pedir crossovers, só que sem abrir mão do desempenho em eficiência.
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