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BMW X1 e iX1: SUV compacto de terceira geração com eletrificação reforçada

SUV BMW iX1 EVO azul brilhante em showroom com janelas grandes e reflexo no chão polido.

iX1, o novo degrau de acesso aos elétricos da BMW

Com a despedida anunciada do BMW i3 já para este mês de junho, a BMW precisava de um novo “porta de entrada” para quem quer um elétrico da marca. É aí que entra o iX1: chega com estatuto de modelo mais acessível entre os 100% elétricos bávaros, mas sem fazer grandes concessões em potência e desempenho.

A eletrificação, aliás, é o fio condutor desta terceira geração do SUV compacto. Além do inédito iX1, o X1 reforça a oferta híbrida plug-in com duas versões e maior autonomia, e ainda acrescenta sistemas mild-hybrid de 48 V às motorizações exclusivamente a combustão xDrive23i (gasolina) e xDrive23d (gasóleo).

Além destas, a gama do novo SUV integra ainda as versões sDrive18i e sDrive18d, respetivamente, gasolina e gasóleo, e as únicas com duas rodas motrizes. Todos os restantes X1 e iX1 têm quatro rodas motrizes.

Com o fim já anunciado da produção do BMW i3 para este mês de junho, o novo iX1 irá assumir o papel de elétrico mais acessível da marca bávara. Apesar desse estatuto, ao estar apenas disponível na versão xDrive30 - por enquanto não se sabe se será a única -, promete muita potência e performance.

O iX1 xDrive30 integra a quinta geração da tecnologia BMW eDrive e recorre a dois motores elétricos, um por eixo, que asseguram uma potência máxima de 230 kW ou 313 cv (disponível apenas temporariamente, como um overboost) e um binário máximo de 494 Nm.

Valores suficientes para lançar o iX1 até aos 100 km/h em rápidos 5,7s e chegar aos 180 km/h de velocidade máxima, limitada eletronicamente.

A alimentar os dois motores elétricos temos uma bateria de iões de lítio montada no chão da plataforma, com 64,7 kWh de capacidade útil, garantindo ao iX1 uma autonomia máxima que varia consoante o equipamento, entre 413 km e 438 km. A marca anuncia ainda consumos entre 18,4 kWh e 17,3 kWh.

O BMW iX1 traz de série um carregador interno de 11 kW (corrente alternada), podendo opcionalmente ser de 22 kW, demorando, respetivamente, 6h30min e 3h45min a carregar dos 0 aos 100% a bateria.

Usando corrente contínua, a potência de carga sobe para 130 kW, permitindo encurtar tempos, como os anunciados 29 minutos para elevar a carga da bateria dos 10% aos 80%.

Num posto de carregamento que permita estas potências, 10 minutos bastam para acrescentar energia suficiente para 120 km.

Híbridos plug-in com mais autonomia

Além da estreia elétrica do iX1, também há novidades no capítulo eletrificado. Nesta nova geração, o BMW X1 passa a oferecer duas variantes híbridas plug-in, as xDrive25e e xDrive30e.

Ambas juntam um motor a gasolina de três cilindros com 1,5 l, responsável pela tração no eixo dianteiro, a um motor elétrico que traciona o eixo traseiro. O que as separa é, sobretudo, o nível de performance.

O BMW X1 xDrive25e anuncia uma potência máxima combinada de 180 kW (245 cv) e 477 Nm (136 cv do motor a gasolina mais 109 cv do motor elétrico), enquanto o X1 xDrive30e anuncia 240 kW (326 cv) e 477 Nm (150 cv do motor a gasolina e 177 cv do motor elétrico).

Números que permitem ao X1 xDrive25e cumprir o clássico 0-100 km/h em 6,8s e alcançar 190 km/h de velocidade máxima, ao passo que o X1 xDrive30e melhora esses registos para, respetivamente, 5,7s e 205 km/h.

O ponto em comum é a bateria com 14,2 kWh de capacidade útil (antes era 8,8 kWh), que garante aos dois híbridos plug-in uma autonomia em modo elétrico entre 78 km e 89 km - um salto significativo face aos pouco mais de 50 km do antecessor.

Também o carregador interno ficou mais capaz: passou de 3,7 kW para 7,4 kW, permitindo carregar a bateria por completo em 2,5 horas.

Motores de combustão mais eficientes

A restante gama de motorizações divide-se em duas opções a gasolina e duas Diesel. No primeiro grupo contamos com um 1.5 turbo de três cilindros (sDrive18i) e um 2.0 turbo de quatro cilindros (xDrive23i).

Ambos operam segundo o mais eficiente ciclo Miller e entregam, respetivamente, 136 cv e 204 cv.

Já do lado do gasóleo, há um quatro cilindros de 2,0 l para ambas as versões - sDrive18d e xDrive23d -, mas com patamares de potência diferentes: 150 cv e 197 cv, respetivamente.

As versões xDrive23i e xDrive23d contam ainda com o apoio de um sistema mild-hybrid de 48 V, que integra um motor elétrico capaz de acrescentar, em certos contextos de utilização, mais 14 kW ou 19 cv e 55 Nm.

Comum a todas as motorizações, com exceção do totalmente elétrico iX1, é a presença de uma caixa automática (dupla embraiagem) de sete velocidades - o novo X1 é o mais recente modelo a dizer adeus à caixa manual na BMW, como já vimos acontecer com o renovado Série 3.

Argumentos reforçados por dentro

Se as novidades nas motorizações são muitas, a nova geração do BMW X1 também chega com argumentos mais fortes como carro de família.

O modelo está mais comprido, mais alto e mais largo, o que se refletiu em mais espaço a bordo e maior versatilidade. A segunda fila de bancos, por exemplo, pode ter as suas duas secções (60:40) ajustadas longitudinalmente (em opção nas versões só a combustão) em 13 cm de forma individual. De série, a segunda fila de bancos vem na configuração 40:20:40.

A bagageira também cresceu: passa a oferecer 540 l de capacidade (mais 35 l do que no antecessor) nas versões a combustão e 490 l (mais 40 l) nos híbridos plug-in e no iX1.

Como tem sido norma nos lançamentos mais recentes da BMW, desde o iX, também o tabliê do X1 e iX1 é dominado pelo BMW Curved Display, composto por dois ecrãs: um de 10,25″ (painel de instrumentos) e outro tátil de 10,7″ (infoentretenimento com o BMW Operating System 8).

A BMW refere ainda que a especificação de série em todos os novos X1 foi reforçada, incluindo de série em todas as versões ar condicionado bizona, volante desportivo em pele, sistema de navegação e vários assistentes à condução, como o Parking Assistante e Reversing Assist Camera. De série vem ainda com Apple CarPlay e Android Auto.

Claro que, como manda a tradição, continua a haver margem para uma elevada personalização e uma longa lista de opcionais, que vai da iluminação ambiente ao teto panorâmico, ou ao sistema áudio da Harman Kardon.

Quando chega?

Os primeiros BMW X1 a chegar serão os equipados apenas com motor a combustão (gasolina e Diesel) a partir do mês de outubro, com as duas variantes híbridas plug-in e o 100% elétrico iX1 a chegarem pouco tempo depois, em novembro. Não foram divulgados ainda preços.

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