Piso laminado virou queridinho em reformas de casas e comércios no Brasil pela praticidade e pelo visual, mas é comum a empolgação virar dor de cabeça quando aparecem ondulações, juntas abertas e desgaste antes da hora. Na grande maioria dos casos, o problema não está no laminado em si, e sim na base mal preparada, na escolha errada de materiais e numa execução feita sem cuidado.
Por isso, entender o básico do processo faz diferença: você consegue fazer perguntas certas ao instalador, checar referências de obras antigas e decidir com mais segurança se vale tentar corrigir pontos específicos ou se o melhor caminho é desmontar e refazer a instalação.
Quais erros de instalação mais provocam ondulações e juntas abertas?
Ondulações costumam aparecer quando o contrapiso está fora de nível, com buracos, “barrigas” ou irregularidades que não foram corrigidas antes de assentar as réguas. Nessas condições, o piso cede e reage de forma desigual ao caminhar, gerando movimentos que prejudicam o encaixe, abrem frestas e podem até lascar ou romper as bordas.
Outro erro bem recorrente é instalar o laminado sem deixar folga suficiente junto às paredes, portas e batentes, ignorando que o material dilata com mudanças de temperatura e umidade. Sem essa margem, as réguas ficam comprimidas, o que provoca ondulações, estalos e abertura das juntas, algo que piora com o uso de mantas inadequadas ou incompatíveis com áreas mais úmidas, favorecendo deformações e ruídos.
Assista um vídeo no canal do Youtube Oficina de Casa que fala sobre os cuidados essenciais na colocação de pisos e como evitar ondulações ou juntas abertas durante a reforma:
Como esses erros afetam a durabilidade e o conforto do piso laminado?
Quando o contrapiso tem desníveis, a carga do usuário se concentra em poucos pontos, aumentando o esforço mecânico nas travas de encaixe e acelerando quebras, folgas e a sensação de piso “solto”. Em locais de maior circulação, como corredores e salas comerciais, essa sobrecarga diminui a vida útil e intensifica o desgaste da camada decorativa.
Já a falta de folgas de dilatação mantém o conjunto sob tensão o tempo todo, gerando empenamentos e ondulações constantes que facilitam o desencaixe das juntas, a entrada de umidade e até o surgimento de mofo abaixo do piso. Em áreas próximas a cozinhas, banheiros e varandas, isso pode levar a inchaço nas bordas, mau cheiro, manchas e à necessidade de troca parcial ou até total da instalação.
Quais são os erros mais frequentes e quanto custa corrigi-los?
Alguns problemas se repetem bastante em reformas com piso laminado e, muitas vezes, o conserto pode sair quase pelo mesmo valor - ou até mais - do que a instalação original. Saber onde costumam ocorrer esses erros ajuda a decidir se compensa ajustar apenas alguns trechos ou se é mais sensato refazer tudo desde o começo.
Entre os equívocos mais comuns que pesam diretamente no bolso do consumidor, destacam-se:
- Contrapiso desnivelado, com buracos, ondulações e degraus que exigem regularização antes da reinstalação.
- Falta de folga de dilatação em paredes, portas e batentes, causando pressão e estufamento do piso.
- Manta inadequada ao tipo de ambiente, que favorece mofo, ruídos excessivos e inchaço das réguas.
- Instalação sobre superfície úmida, sem teste prévio, aumentando o risco de manchas e mau cheiro.
- Mau encaixe das réguas, com frestas e degraus que comprometem estética, higiene e conforto ao caminhar.
- Falta de juntas de dilatação em áreas grandes, elevando a chance de ondulações e abertura das juntas.
Como escolher o profissional certo e evitar problemas futuros?
Algumas medidas antes de começar a obra ajudam a evitar retrabalho e aborrecimentos, como avaliar o contrapiso com uma régua metálica longa para identificar vãos e desníveis e checar sinais de umidade em paredes, lajes e regiões próximas a ralos. Um bom instalador geralmente recomenda teste de umidade, explica as opções de manta e comenta sobre a necessidade de juntas de dilatação em ambientes maiores, mostrando atenção aos detalhes técnicos.
Também é recomendável pedir referências de obras com mais de um ano de uso e, quando der, visitá-las para observar ondulações, frestas e ruídos. Por fim, vale formalizar tudo em contrato: modelo do piso, manta, responsabilidade pela preparação do contrapiso, prazos e garantia da instalação. Essa combinação de checagem prévia, perguntas diretas e registro por escrito reduz bastante o risco de problemas, protegendo o investimento e o conforto no dia a dia.
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