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Saúde e Bem-estar

Orientações seguras para parar de fumar e vencer o tabagismo

Jovem retira cigarro de vidro enquanto realiza teste de dependência e chá quente vaporiza na mesa de madeira.
Neste artigo
  1. 1. Buscar ajuda profissional no tabagismo aumenta as chances de sucesso
  2. 2. Terapias de reposição de nicotina podem ajudar
  3. 3. Cigarro eletrônico não é tratamento para parar de fumar
  4. 4. Identifique os possíveis gatilhos
  5. 5. Recaídas podem acontecer e fazem parte do processo

O vício em cigarro é um desafio de saúde pública e pode comprometer o organismo de várias formas. A razão é que o produto reúne milhares de substâncias químicas - muitas delas tóxicas e cancerígenas - que provocam prejuízos cumulativos ao corpo ao longo do tempo. Manter o hábito de fumar eleva a probabilidade de doenças cardiovasculares e respiratórias, além de diversos tipos de câncer, e ainda contribui para complicações que podem colocar a vida em risco.

Para Alan Ricardo de Souza, coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, o tratamento do tabagismo deve ser entendido como um cuidado contínuo, que combina abordagens farmacológicas, ajustes comportamentais e apoio emocional.

“O tabagismo é uma dependência química reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Muitas pessoas acreditam que parar de fumar depende apenas de força de vontade, mas, na prática, o organismo cria dependência física e psicológica da nicotina. Por isso, existem estratégias terapêuticas seguras e reconhecidas que ajudam a reduzir os sintomas de abstinência e aumentam significativamente as chances de sucesso”, explica.

Veja, a seguir, orientações e opções seguras para conseguir parar de fumar.

1. Buscar ajuda profissional no tabagismo aumenta as chances de sucesso

O ponto de partida é reconhecer que não é necessário passar por isso sem apoio. Acompanhamento com profissionais de saúde - como farmacêuticos, médicos e psicólogos - contribui para escolher a estratégia mais adequada a cada perfil.

“O suporte profissional ajuda justamente a controlar sintomas como ansiedade e irritabilidade, comuns nesse processo, além de evitar recaídas. O tratamento é individualizado e depende do grau de dependência de cada paciente”, destaca Alan Ricardo de Souza.

2. Terapias de reposição de nicotina podem ajudar

Entre as opções seguras mais frequentes para abandonar o vício em cigarro estão as terapias de reposição de nicotina, encontradas em adesivos, gomas de mascar e pastilhas. A proposta é oferecer quantidades controladas de nicotina ao organismo, sem expor a pessoa às milhares de substâncias tóxicas presentes no cigarro convencional.

“O tratamento deve ser acompanhado por profissionais de saúde habilitados, porque o uso inadequado pode comprometer os resultados. O objetivo é reduzir gradativamente a dependência química, minimizando os sintomas da abstinência”, explica o coordenador.

3. Cigarro eletrônico não é tratamento para parar de fumar

Embora muitas pessoas tentem trocar o cigarro tradicional por dispositivos eletrônicos, os chamados “vapes” não são considerados uma alternativa segura para a cessação do tabagismo. Além de sustentarem a dependência de nicotina, podem incluir substâncias tóxicas e estar associados a danos pulmonares e cardiovasculares. No Brasil, a comercialização de cigarros eletrônicos segue proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

4. Identifique os possíveis gatilhos

Parar de fumar também exige atenção ao comportamento. Ajustes na rotina ajudam a enfrentar gatilhos ligados ao ato de fumar. Alan Ricardo de Souza lembra que o cigarro, muitas vezes, se conecta a hábitos automáticos - como tomar café, dirigir ou passar por momentos de estresse. Reconhecer esses estímulos é uma parte central do tratamento.

5. Recaídas podem acontecer e fazem parte do processo

O coordenador ressalta que recaídas não devem ser interpretadas como fracasso. Isso porque a interrupção do tabagismo, em muitos casos, demanda várias tentativas até que a pessoa consiga cessar completamente o consumo. “O mais importante é persistir e buscar novamente o acompanhamento profissional. Cada tentativa gera aprendizado e aproxima o paciente do sucesso definitivo”, finaliza.

Por Camila Souza Crepaldi


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Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

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