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Defesa

Embraer e Saab avançam em acordo para produzir 20 novos caças F-39 Gripen no Brasil

Dois engenheiros em jaquetas azuis discutem planos diante de jato militar em hangar.
Neste artigo
  1. O que prevê o acordo Embraer–Saab em Farnborough 2026
  2. Como o pedido por 20 Gripen E/F se conecta ao programa FX-2
  3. Transferência de tecnologia e efeitos para a frota de F-39E/F Gripen

A Embraer avançou na viabilização da produção nacional de 20 novos caças F-39 Gripen ao firmar, durante o Salão Aeronáutico Internacional de Farnborough 2026, um entendimento com a Saab. O acordo define as bases para uma eventual fabricação dessas aeronaves nas instalações da empresa em Gavião Peixoto (SP). Se a iniciativa for adiante, a planta brasileira ficará responsável pela montagem final dos novos caças, complementando a linha da Saab em Linköping, na Suécia, e ampliando a capacidade industrial disponível para o programa.

O que prevê o acordo Embraer–Saab em Farnborough 2026

Apesar de o anúncio ainda não equivaler a uma encomenda formal da Força Aérea Brasileira (FAB), ele veio a público poucas semanas depois de o governo brasileiro oficializar o interesse em comprar mais 20 aeronaves Gripen E/F. Nesse movimento, Brasil e Suécia assinaram uma declaração de intenções para aprofundar a cooperação bilateral em defesa e tecnologia, incluindo a possibilidade de que os futuros caças sejam produzidos em território brasileiro.

Como o pedido por 20 Gripen E/F se conecta ao programa FX-2

A eventual ampliação da frota também reforçaria o nível de industrialização atingido com o programa FX-2. Do contrato original assinado pelo Brasil, que prevê 36 aeronaves, 15 já estão sendo produzidas no país. A apresentação (rollout) do primeiro F-39E Gripen fabricado em Gavião Peixoto representou um marco relevante para a indústria aeronáutica brasileira: o país passou a dominar etapas críticas da fabricação de caças supersônicos e tornou-se o único, fora da Suécia, com capacidade para produzir esse modelo.

Transferência de tecnologia e efeitos para a frota de F-39E/F Gripen

Dentro desse quadro, o entendimento anunciado em Farnborough abre espaço para Embraer e Saab aprofundarem um modelo de produção integrado globalmente, elevando a capacidade de entregas e trazendo mais flexibilidade para atender demandas futuras de clientes. A relação entre as empresas também se apoiou no amplo processo de transferência de tecnologia conduzido ao longo da última década, que treinou, na Suécia, engenheiros, pilotos de ensaio, técnicos, profissionais de montagem e especialistas brasileiros de manutenção.

Se a FAB confirmar a aquisição das 20 aeronaves adicionais, a frota de F-39E/F Gripen poderá chegar a 56 caças, assegurando a continuidade das atividades da linha de produção de Gavião Peixoto. Além de consolidar o Gripen como o principal vetor de combate da aviação militar brasileira, o programa tende a reforçar o papel do Brasil como parceiro industrial estratégico da Saab na produção de aeronaves de combate de nova geração para a América Latina.


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Mariana Figueiredo Nascimento

Engenheira eletricista e especialista em transição energética, com atuação em projetos de geração solar e eólica, armazenamento e integração à rede no Brasil. No newenergybrasil.com, acompanha tendências, políticas públicas e inovação em energias renováveis, com foco em eficiência, descarbonização e oportunidades para o mercado brasileiro.

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