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Tarifas aéreas domésticas em 2025 nos estados brasileiros: dados da ANAC

Homem com celular e laptop aberto em aeroporto com mapa meteorológico do Brasil na tela.

As tarifas aéreas domésticas tiveram trajetórias bem diferentes entre os estados do Brasil em 2025, de acordo com o Anuário do Transporte Aéreo da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), publicado nesta semana. Apesar de o preço médio nacional ter caído, o comportamento local variou bastante: houve quedas relevantes em algumas unidades da federação e aumentos fortes em outras, com destaque para a Região Norte.

Tarifas aéreas domésticas: altas e quedas por estado

A maior elevação na tarifa aérea média apareceu em Roraima, onde o valor avançou 40% na comparação com 2024. Na mesma direção, também chamaram atenção as altas no Amapá (18,7%), Amazonas (16,2%), Tocantins (9,8%) e Pará (7,6%). O padrão indica um movimento concentrado em estados do Norte, mais distantes dos grandes centros e com população menor - o que tende a resultar em demanda mais baixa.

No sentido contrário, as reduções mais expressivas ocorreram no Sul. O Rio Grande do Sul registrou queda de 15,7% no preço médio, o que pode ainda refletir os efeitos das enchentes devastadoras do ano anterior, seguido por Santa Catarina (-14,3%). Também houve diminuições importantes no Espírito Santo (-11,5%) e no Distrito Federal (-11,0%).

Valores médios das passagens: onde está mais caro e mais barato

O anuário mostra que, em termos de valor absoluto, Roraima continuou com a maior tarifa aérea média do país, chegando a R$ 1.401 por passageiro. Em seguida vieram Rondônia (R$ 1.277), Acre (R$ 1.153) e Amazonas (R$ 961) - todos estados localizados na Região Norte.

Na outra ponta, as menores tarifas médias foram observadas no Espírito Santo (R$ 530), em Santa Catarina (R$ 559), no Distrito Federal (R$ 571), no Rio de Janeiro (R$ 576), em Minas Gerais (R$ 586) e em São Paulo (R$ 588).

Yield doméstico real: ranking e variações em 2025

As diferenças entre estados também ficam claras ao olhar o yield doméstico real, indicador que mede a receita obtida por passageiro a cada quilômetro transportado. Nesse critério, Minas Gerais liderou o ranking nacional, com R$ 0,679 por quilômetro voado. Na sequência apareceram Tocantins (R$ 0,585), Espírito Santo (R$ 0,575), Rio de Janeiro (R$ 0,562), Amapá (R$ 0,563), Mato Grosso do Sul (R$ 0,559), Paraná (R$ 0,556), Rondônia (R$ 0,555), Goiás (R$ 0,550) e Bahia (R$ 0,544).

No grupo com menores yields, Pernambuco teve o pior resultado do país, com R$ 0,383 por quilômetro voado. Também ficaram entre os menores valores Paraíba e Ceará, ambos com R$ 0,397, além de Rio Grande do Norte (R$ 0,407), Maranhão (R$ 0,432), Amazonas (R$ 0,438), Acre e Pará (R$ 0,444) e Rio Grande do Sul (R$ 0,446).

Quando a análise é a variação anual do yield, Roraima voltou a liderar, com crescimento de 30,8%. Também registraram aumentos relevantes Amazonas (+11,1%), Tocantins (+9,7%), Acre (+8,3%) e Amapá (+6,0%).

Já as maiores quedas do yield foram verificadas no Rio Grande do Sul (-16,3%), Santa Catarina (-10,0%), Distrito Federal (-9,5%), Espírito Santo (-9,6%), Pernambuco (-8,8%) e Goiás (-8,3%).

No conjunto, o anuário evidencia que, embora a tarifa aérea média nacional tenha recuado em 2025, a dinâmica dos preços foi altamente desigual entre os estados. Parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste viu diminuições, enquanto vários estados do Norte seguiram na direção oposta, reunindo tanto os maiores aumentos percentuais quanto os maiores valores médios das passagens domésticas do país.

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