Nos corredores de supermercados e drogarias, é comum que produtos de higiene exibam códigos, números e símbolos que passam despercebidos. Ainda assim, eles carregam informações importantes sobre fórmula, validade, modo de uso e procedência. Saber ler esses detalhes ajuda a usar cada item com mais segurança, evitar desperdício, diminuir riscos à saúde e ao meio ambiente e tomar decisões mais conscientes no momento da compra.
Como identificar validade e prazo de uso em produtos de higiene?
A data de validade pode vir completa, apenas com mês e ano ou indicada por abreviações comuns em embalagens, como EXP ou a expressão Best Before. Em frascos e bisnagas pequenos, também é frequente a validade aparecer como um código numérico ou alfanumérico em baixo-relevo; nesse caso, parte do código costuma se referir à fabricação e outra parte ao lote, então é preciso observar qual padrão a marca utiliza.
Quando a validade não aparece de forma direta, muitas empresas informam o prazo de utilização contado a partir da fabricação. Nessa situação, vale procurar orientações adicionais em outras áreas do rótulo, em abas dobráveis ou em uma bula interna, para não usar produtos fora do período indicado ou com a estabilidade já comprometida.
Assista um vídeo no canal do Youtube Manual do Mundo que fala sobre o significado de códigos, símbolos de validade e selos industriais estampados nas embalagens que consumimos no dia a dia:
https://www.youtube.com/watch?v=bFw0vN-G3oI
Como funciona o símbolo do pote aberto e o período após a abertura?
Em diversos cosméticos e itens de higiene pessoal, aparece o desenho de um potinho aberto acompanhado de marcações como 6M, 12M ou 24M. Esse ícone corresponde ao PAO e indica por quanto tempo o produto pode ser utilizado com segurança depois de aberto, desde que seja guardado nas condições recomendadas no rótulo.
O PAO não é a mesma coisa que a validade impressa em dia, mês e ano: um produto pode estar “dentro do prazo” oficial e, mesmo assim, já ter ultrapassado o tempo seguro contado após a abertura. Por isso, é comum que as pessoas anotem na própria embalagem a data em que abriram o item - principalmente no caso de cremes, loções e maquiagens, que tendem a sofrer mais com calor, exposição ao ar e contato direto com as mãos.
Quais símbolos indicam composição, segurança e descarte ambiental?
A fórmula de produtos de higiene costuma ser apresentada na lista de ingredientes, muitas vezes com nomes padronizados internacionalmente pela nomenclatura INCI. Além disso, selos e ícones podem resumir atributos relevantes, como ausência de álcool, de fragrância, de determinados ativos, a realização (ou não) de testes em animais e o uso de ingredientes de origem renovável.
Esses símbolos também ajudam a orientar sobre segurança e impacto ambiental, facilitando a identificação de prazos específicos, alertas e do tipo de plástico usado na embalagem. Entre os sinais mais frequentes, estão:
- Pote aberto com “6M”, “12M” ou “24M”: mostra o período de uso seguro após abrir.
- Ícone de livro ou mão sobre folheto: indica que há instruções complementares em bula ou em rótulo dobrável.
- Triângulo com setas e número (1, 2, 5): aponta o tipo de plástico, como PET, HDPE ou PP, informação útil para reciclagem.
- Relógio de areia ou “usar preferencialmente antes de”: chama atenção para prazos que podem afetar textura, cor ou aroma.
- Símbolos de alerta e frases em destaque: avisam sobre limitações de uso, como manter fora do alcance de crianças ou não aplicar em pele lesionada.
Como usar códigos, lotes e QR Codes no dia a dia?
Além de conferir validade e composição, o código de lote - normalmente impresso no fundo do frasco, na lateral da bisnaga ou na aba da caixa - é fundamental para a rastreabilidade. Com ele, o fabricante consegue localizar rapidamente data e local de produção em situações de reclamações, recalls ou dúvidas sobre qualidade; para o consumidor, também pode ser útil guardar esse dado junto com a nota fiscal.
Em itens importados ou em linhas mais recentes, é comum que o código de barras tradicional apareça junto de um código QR na mesma embalagem. O primeiro é usado para controle de vendas e estoque, enquanto o código QR pode levar a páginas com fichas técnicas, laudos de segurança, detalhes sobre testes e orientações de uso. Ao prestar atenção nesses códigos e símbolos, fica mais fácil entender o que o produto oferece, como armazenar, quando descartar e qual destino dar à embalagem depois do uso.
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