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Marinha dos EUA revela os primeiros detalhes do SSN(X), nova geração de submarinos nucleares para complementar a classe Virginia

Homem monitora o lançamento de um submarino em doca, com telas mostrando dados técnicos do veículo subaquático.

O novo Navy Shipbuilding Plan trouxe um sinal claro de para onde a Marinha dos Estados Unidos quer levar sua força submarina: além de manter o que já funciona, ela pretende abrir espaço para uma plataforma pensada desde o início para operar com sistemas não tripulados. Nesse contexto, a US Navy divulgou os primeiros detalhes do SSN(X), a próxima geração de submarinos nucleares de ataque, com foco em empregar drones modernos em diferentes tipos de ambiente.

Ao contrário do que se imaginava inicialmente, esses novos submarinos não devem substituir de imediato a atual classe Virginia. Pelo plano apresentado hoje, eles entram primeiro como complemento, com a previsão de começo de serviço por volta de meados da década de 2040.

Sobre isso, o documento oficial da Marinha dos EUA afirma: “A partir de meados da década de 2040, complementará a classe Virginia para criar uma força mista de submarinos de ataque projetada para penetrar e dominar áreas inimigas fortemente defendidas. Com maior volume de carga útil, maior capacidade de sobrevivência e a capacidade de abrigar de forma integrada sistemas não tripulados e sistemas autônomos (RAS), o SSN(X) garantirá acesso contínuo a áreas restritas e eliminará os refúgios do inimigo.

Nessa linha, a Marinha americana espera que a construção dos novos submarinos aproveite as grandes inversões em andamento na base industrial naval do país, o que abriria espaço para incorporar novas tecnologias e ajustar processos com base em lições aprendidas em programas anteriores. Vale lembrar que a força vem destinando recursos relevantes tanto para garantir a continuidade da classe Virginia quanto para colocar em serviço a nova classe Columbia - cuja primeira unidade deve estar disponível no início da próxima década, com a meta de iniciar a substituição da classe Ohio.

Na avaliação das autoridades navais, isso não é um detalhe, já que os futuros SSN(X) serão os primeiros submarinos de seu tipo desenvolvidos totalmente do zero que a Marinha dos EUA incorpora em mais de três décadas. Como registra o mesmo documento: “Não podemos repetir os erros da década de 90, quando uma falsa sensação de segurança levou os dirigentes a permitir que o SIB (NdE: sigla para Submarine Industrial Base) se atrofiara. Devemos garantir que os investimentos feitos hoje se traduzam em crescimento sustentado no longo prazo para assegurar o domínio contínuo”.

Além do próprio SSN(X), é útil destacar que a US Navy pretende destinar mais de US$ 124,9 bilhões aos seus programas de submarinos no período fiscal entre 2027 e 2031, divididos em partes iguais entre a construção das classes Virginia e Columbia. Além disso, a base industrial receberia cerca de US$ 6,2 bilhões adicionais para consolidar sua força de trabalho e as cadeias de suprimento, com o objetivo de viabilizar a construção de aproximadamente três submarinos por ano. Somando-se a isso, outros US$ 7,2 bilhões seriam destinados a projetos voltados a elevar a capacidade produtiva de cada estaleiro.

Por fim, cabe mencionar que, em paralelo ao esforço para avançar no desenvolvimento de uma nova geração de submarinos nucleares, também está sendo planejada a retirada da classe Seawolf. Essa classe entrou em serviço nos anos 1990 sob fortes restrições orçamentárias, o que reduziu de forma significativa o número de unidades adquiridas. Nesse sentido, destaca-se que o USS Connecticut (SSN-22) seria o primeiro de seu tipo a deixar o serviço ativo, algo que, pelos planos atuais, ocorreria no início da próxima década.

Imagens empregadas a modo ilustrativo

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