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Operação Membeca 2026: Exército Brasileiro prevê R$ 300 milhões para novos foguetes do ASTROS

Soldados do Exército Brasileiro operam sistema de artilharia Astros em área de treinamento ao ar livre.

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Anúncio durante a Operação Membeca 2026

Durante o Apronto Operacional da Operação Membeca 2026, realizado no Campo de Instrução de Gericinó, no Rio de Janeiro, o Comandante do Exército informou - ao responder a uma pergunta do correspondente do Zona Militar no Brasil - que a Força Terrestre pretende aplicar aproximadamente R$ 300 milhões na compra de novos foguetes para o Sistema de Artilharia de Foguetes ASTROS. A iniciativa tem como objetivo recompor estoques estratégicos de munições e é vista como um passo relevante para sustentar a prontidão operacional de uma das principais capacidades de apoio de fogo de longo alcance do Exército Brasileiro.

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A fala ocorre em um cenário no qual vários países passaram a reavaliar seus estoques de munição após aprendizados extraídos de conflitos recentes. Esses eventos evidenciaram o alto ritmo de consumo de foguetes, mísseis e projéteis de artilharia em combates convencionais de alta intensidade, reforçando a noção de que manter reservas estratégicas é um componente central da prontidão militar.

Sistema de Artilharia de Foguetes ASTROS e a necessidade de estoques

O Sistema ASTROS é a principal capacidade brasileira de artilharia de foguetes, voltada tanto à saturação quanto ao engajamento a longa distância. Desenvolvido pela Avibras, ele reúne alta mobilidade tática e o emprego de diferentes tipos de munição, o que permite atuar contra concentrações de tropas, postos de comando, estruturas logísticas e outros alvos de elevado valor operacional. Além disso, sua concepção modular abre espaço para integrar novos vetores, ampliando as possibilidades de utilização.

Ainda assim, o desempenho de um sistema de foguetes não depende apenas de ter lançadores disponíveis. Ele exige, igualmente, estoques adequados para treinamento, certificação de unidades e eventual uso em operações. Por isso, a reposição das munições é um fator decisivo para manter a capacidade de combate da Artilharia de Mísseis e Foguetes do Exército Brasileiro.

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Impactos para a Base Industrial de Defesa e a Avibras

O aporte anunciado também é relevante para a Base Industrial de Defesa. A fabricação de foguetes demanda uma cadeia produtiva sofisticada, que inclui propulsão, materiais energéticos, estruturas metálicas, eletrônica embarcada e integração de sistemas. Assim, contratos desse tipo tendem a gerar efeitos que extrapolam a simples compra de munições, ao ajudar a preservar competências industriais consideradas estratégicas.

A decisão deve favorecer diretamente a Avibras, responsável tanto pelo desenvolvimento do Sistema ASTROS quanto por sua família de foguetes. Depois de enfrentar um longo período de dificuldades financeiras, a empresa vem retomando suas atividades industriais de forma gradual, e novas encomendas domésticas costumam ter peso na recuperação da capacidade produtiva e na preservação de conhecimentos tecnológicos acumulados por décadas.

Efeitos operacionais e continuidade de investimentos

Na perspectiva operacional, recompor os estoques contribui para fortalecer a dissuasão do Exército Brasileiro. Sistemas de foguetes de longo alcance aumentam a profundidade do campo de batalha ao permitir atingir objetivos estratégicos sem contato direto com forças adversárias, além de ampliar a flexibilidade do planejamento operacional em cenários convencionais.

Apesar da relevância do montante informado, especialistas avaliam que a consolidação dessa capacidade dependerá de manter investimentos nos próximos anos. Programas estratégicos desse tipo exigem previsibilidade orçamentária para viabilizar não só a aquisição de munições, como também a modernização de sistemas, a sustentação da infraestrutura industrial e o desenvolvimento de novas capacidades.

Se for concretizado, o investimento de aproximadamente R$ 300 milhões não significará apenas recompor estoques do Sistema ASTROS. Ele também sinalizará a intenção do Exército Brasileiro de reforçar uma capacidade considerada estratégica para a defesa nacional, ao mesmo tempo em que ajuda a preservar uma das competências mais importantes da indústria brasileira de defesa.

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