A Volvo recalibrou o roteiro para 2030: o objetivo de chegar a uma linha 100% elétrica segue no horizonte, mas a marca admite que o caminho vai levar mais tempo do que o previsto. Isso não significa desacelerar de vez - apenas ajustar o ritmo à realidade do mercado.
Mesmo com essa mudança, a meta para 2030 continua fortemente ancorada na eletrificação. A Volvo quer que 90% das suas vendas globais em 2030 sejam de elétricos e híbridos plug-in, deixando os restantes 10% para versões mild-hybrid.
Para alcançar esse patamar, está a preparar 10 novidades elétricas e híbridas plug-in - entre modelos inéditos e atualizações - com lançamento previsto até ao final de 2026. No capítulo dos elétricos, a marca confirmou os novos ES90 e EX60. O primeiro estreia-se já em março de 2025, em Estocolmo, na Suécia; o segundo fica reservado para 2026.
O ES90 (imagem de topo) será a primeira berlina elétrica da marca e assumirá o lugar do S90, devendo partilhar a plataforma com o EX90 - que já testámos… veja o vídeo abaixo -, bem como a bateria de 111 kWh (107 kWh úteis).
O EX60 será, na prática, o XC60 elétrico. Mas não se tratará apenas de um XC60 com motor a bateria. O EX60 vai estrear a plataforma SPA3 e já sabemos que trará novos motores elétricos, mais eficientes. Será também o primeiro de uma nova geração de modelos baseados nesta arquitetura.
O futuro EX60 deverá ainda ser o primeiro Volvo a adotar a tecnologia de megacasting na produção - um processo de fundição que permite reduzir de forma significativa o número de peças da carroçaria, simplificando a linha de montagem e encurtando o tempo de produção por unidade.
E os híbridos plug-in?
Além dos elétricos, é de esperar novidades híbridas: “continuaremos a investir nos nossos híbridos para que, independentemente da fase em que a mobilidade elétrica se encontre, exista sempre um Volvo adequado a todas as situações e necessidades”.
A primeira novidade nesse sentido foi conhecida recentemente: o Volvo XC90 recebeu uma nova atualização e já pode ser encomendado em Portugal.
A versão híbrida plug-in do XC90 traz uma bateria de 18,8 kWh, garantindo até 71 km de autonomia elétrica em ciclo combinado WLTP. A potência máxima é de 455 cv.
Tendo em conta a opção tomada para o XC90 - atualização em vez de uma nova geração -, será que veremos o mesmo acontecer com o XC60 (usa a mesma plataforma SPA1) e o XC40 (plataforma CMA)? Teremos de esperar para confirmar.
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