Devido à adesão expressiva do público e à força dos encontros já realizados, o projeto “A Arte como Meio de Promoção da Saúde Mental: um olhar sob CAPS sediados em periferias” realizará uma edição extra do Sarau Parapuã: A Confluência dos Loucos pela Arte em 22 de maio de 2026, no CAPS III Adulto Pirituba-Jaraguá, em São Paulo.
Edição extra do Sarau Parapuã no CAPS III Adulto Pirituba-Jaraguá
A próxima edição do Sarau Parapuã terá atrações variadas: um número de lira circense com Stephany Herminio; a apresentação dos palhaços Tigela e Tico Flor, com os artistas Marcelo Paixão e Tico Gomes; o espetáculo “Entropia”, com Lilah Rocha; e a presença das Ciganas do CECCO Perus.
Durante o encontro, também acontecerá o sorteio do livro “Oficinas de Arte e Cultura: um sobrevoo pelos CAPS Adultos Brasilândia e Perus” e da nova camiseta do projeto com o logo do Sarau - iniciativa voltada a apoiar a continuidade de novas edições.
O projeto passou a contar com a venda das camisetas do Sarau Parapuã, que trazem o logo criado pelo artista Guido Gossi. A proposta é viabilizar, de forma independente, as próximas edições do Sarau. Além de estarem disponíveis no próprio evento, as camisetas podem ser encomendadas pelo Instagram: @saude.na.periferia.
Livro, pesquisa e combate ao estigma nos CAPS
Apresentado durante o evento, o livro reúne registros de experiências culturais realizadas em CAPS da periferia de São Paulo e convida a uma leitura diferente sobre esses espaços, muitas vezes marcados por estigmas. A investigação analisou de que modo práticas artísticas - como música, literatura, teatro e artes visuais - atuam no fortalecimento subjetivo, na convivência e na promoção da saúde mental de usuários do CAPS Adulto III da Brasilândia e do CAPS II Adulto de Perus.
“Nos CAPS existe uma produção cultural muito potente que quase nunca ganha visibilidade. São oficinas, experiências coletivas e processos criativos que ajudam a reconstruir vínculos com a vida e com o território”, destacam as pesquisadoras.
A iniciativa também se propõe a enfrentar preconceitos ainda associados à saúde mental e aos CAPS. “A loucura precisa ser melhor acolhida. Esses espaços promovem cuidado em liberdade, convivência e práticas culturais nos territórios”, afirmam.
O estudo foi realizado a partir do Edital ProAC nº 46/2024 – Pesquisa e Publicação de Estudo Cultural. Já as ações territoriais foram contempladas pelo Edital Fomento CultSP PNAB nº 46/2024 – Pesquisa e Publicação de Estudo Cultural, com apoio do Governo Federal, Governo do Estado de São Paulo, Política Nacional Aldir Blanc, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e Fomento CultSP.
Edições anteriores, origem do nome e serviço
As três primeiras edições do Sarau Parapuã, realizadas em 04, 08 e 13 de maio, somaram cerca de 410 pessoas nos encontros que aconteceram no CAPS AD Brasilândia (sarau relacionado às ações feitas no CAPS III Adulto da Brasilândia), na Biblioteca de Perus (sarau relacionado ao CAPS II Adulto de Perus) e no CECCO Perus, na Zona Noroeste de São Paulo.
As programações reuniram usuários dos CAPS, trabalhadores da saúde, artistas, coletivos culturais e moradores do território em atividades atravessadas por música, poesia, arte e convivência, reafirmando os CAPS como espaços de cuidado em liberdade e também de produção cultural nas periferias.
No CECCO Perus, o encontro recebeu aproximadamente 70 pessoas, reforçando o aspecto comunitário e afetivo da proposta e ampliando os lugares de conexão entre arte, saúde mental e território.
Os saraus também marcaram o lançamento do livro “Oficinas de Arte e Cultura – um sobrevoo pelos CAPS Adultos Brasilândia e Perus” e deram início à programação cultural do projeto “A Arte como Meio de Promoção da Saúde Mental: um olhar sob CAPS sediados em periferias” (@saude.na.periferia).
O nome Sarau Parapuã surgiu a partir de uma lembrança afetiva e territorial vinculada ao próprio percurso da pesquisa. “Parapuã” significa encontro, confluência entre rios, e também é o nome da rua onde Jaqueline Barreto e Emanuela Fontes da Costa desciam do ônibus para chegar ao CAPS III Adulto da Brasilândia. “Eu, Jaqueline, sabia que era um nome Guarani, mas quando descobri o significado não pude deixar de imaginar e sonhar com a confluência das artes geradas dentro desses CAPS. Isso precisava circular e se encontrar num solo fértil e potente que a cultura é”, explica a pesquisadora e proponente do projeto.
Nas edições anteriores, o público acompanhou apresentações musicais, poesia, roda de samba, exposição de arte feita por usuários do CAPS, feira de economia solidária, oficina para criação de estandartes e cartazes voltados à luta antimanicomial, além de microfone aberto. Entre os momentos de destaque estiveram a participação do projeto “Não Coma o Microfone”, o pocket show “Brasilidades e Poesia”, com Gracy Morais, e a roda de samba com os grupos “Só Pra Elas” e “Só Pra Alegrar”.
Informações: Instagram do projeto Saúde na Periferia
Serviço: Sarau Parapuã – A Confluência dos Loucos pela Arte
Lançamento do livro “Oficinas de Arte e Cultura – um sobrevoo pelos CAPS Adultos Brasilândia e Perus”
Teaser: Vídeo teaser do projeto
Entrada Gratuita. Classificação Livre.
Sarau Parapuã – CAPS III Adulto Pirituba-Jaraguá
22 de maio de 2026 (sexta-feira)
Horário: 9h30 às 12h
Local: Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 5214 (complexo Pinel) – Vila Pirituba – São Paulo/SP – CEP 02933-140
Programação: Número de Lira Circense com Stephany Herminio;
Palhaços Tigela e Tico Flor, com Marcelo Paixão e Tico Gomes;
Espetáculo “Entropia”, com Lilah Rocha;
Participação das Ciganas do CECCO Perus;
Sorteio do livro “Oficinas de Arte e Cultura: um sobrevoo pelos CAPS Adultos Brasilândia e Perus” e da nova camiseta do projeto.
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