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FCC votará, em 30 de abril, sobre mudanças que podem acelerar Starlink e Leo

Homem em controle de missão observando dados espaciais em múltiplos monitores com foguete ao fundo.

Решение будет принято 30 апреля

A corrida pelo “internet via satélite de verdade” pode ganhar um empurrão importante ainda este mês. A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) quer revisar regras antigas para permitir um salto na velocidade de serviços como o Starlink, da SpaceX, e o Project Kuiper (Leo), da Amazon.

No dia 30 de abril, a agência fará uma votação sobre uma proposta que atualiza a forma como o espectro de radiofrequência é compartilhado entre sistemas tradicionais de satélites geoestacionários e as novas constelações em órbita baixa.

O presidente da FCC, Brendan Carr, já vem defendendo a medida como um caminho para remover “limitações de potência ultrapassadas do internet via satélite” e, assim, aumentar as velocidades. Na quinta-feira, a Comissão divulgou o texto completo da proposta, com 67 páginas, citando melhorias relevantes voltadas a elevar o desempenho do Starlink - hoje o principal provedor de internet via satélite, com 10 milhões de clientes ativos no mundo.

A proposta se concentra nas regras de “densidade de fluxo de potência equivalente” (EPFD), criadas no fim dos anos 1990, que limitam a energia transmitida pelas redes de satélite para os equipamentos em solo e vice-versa. Segundo a FCC, as regras atuais acabam “protegendo em excesso” os sistemas geoestacionários em órbitas mais altas, em detrimento de novas constelações como a Starlink, o que restringe a capacidade de oferecer velocidades maiores.

A FCC decidiu reavaliar essas normas, deixando de “estabelecer limites agregados ou outros” para constelações em órbita baixa. Em vez disso, a ideia é afrouxar as regras para que operadores de satélites geoestacionários e de órbita baixa atuem em “coordenação de boa-fé” e “negociem a proteção adequada contra interferências por meio de acordos privados voluntários”.

Isso pode significar um “aumento de capacidade de 100–700%” usando o mesmo número de satélites, acrescentou a FCC. Por outro lado, uma empresa pode optar por empregar menos satélites para atender cada região, reduzindo custos - o que pode resultar em preços menores para os consumidores.

A FCC também observou que concorrentes podem “oferecer serviços da mesma qualidade usando uma constelação menor”, abrindo espaço para outras alternativas acessíveis ao público.

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