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Avaliação completa do Audi A1 1.0 TFSI de três cilindros

Carro Audi A1 branco modelo 1.0 TFSI exibido em showroom moderno com piso escuro e iluminação ambiental.

Três cilindros? Não fica meio “barato” demais para um Audi?

Depende do seu ponto de vista. Muita gente esquece do ótimo A2, que chegou a usar um pequeno diesel de três cilindros - embora, sendo bem sincero, aquele carro era mais agradável com o motor a gasolina de quatro cilindros.

Então eu estava certo.

Eu discordo. Esse novo tricilíndrico pode muito bem ser o A1 mais competitivo e bem acertado de toda a linha (tirando o S1). Engraçado como, às vezes, justamente os extremos da gama são os que dão mais certo.

Beleza. Qual é o motor?

É um novo 1,0 litro turbo com injeção direta: TFSI, no idioma da Audi. E, claro, esses tricilíndricos pequenos estão super em alta: depois do Ford 1.0 EcoBoost veio o simpático, mas fraquinho, 0.9 da Renault, o muito bom 1.2 da PSA, e o excelente 1.0 do Corsa.

Esse novo motor do Grupo VW não é exatamente o mais doce dessa lista. Ele é silencioso o bastante e evita aquela vibração “tratorzinha” típica do tipo em baixa rotação, então é certamente mais civilizado que um diesel para rodar na cidade e nos bairros - e, em cruzeiro de rodovia, também não faz muito alarde. Mas o som fica um pouco metálico quando você força de verdade perto da faixa vermelha. E eu me peguei fazendo isso com certa frequência, porque são só 95bhp à disposição.

Ainda assim, há pouquíssimo turbo lag e ele entrega força de maneira bem linear ao longo do giro. E, mais importante, fica abaixo do limite de tributação de 100g/km de CO2. Os dados preliminares da Audi apontam 99g/km.

“Forçando perto da faixa vermelha”? É um 1,0 litro compacto, não um supercarro...

Às vezes é mais divertido guiar um carro lento o mais rápido que ele consegue do que conduzir um carro rápido devagar. Mas, para isso, ele precisa ser um bom “carro lento”.

E este é?

Sim. A Audi deu um facelift no A1, trouxe uma família de motores mais eficiente (o 1.0 substitui um 1.2 de quatro cilindros) e fez pequenos ajustes de chassi. Para ser honesto, eu mal percebi o facelift - então vamos em frente. Com o motor levinho na dianteira e uma recalibração pontual do chassi, o menor A1 tem bem mais vida na direção e no comportamento do que o original, que fazia curvas de um jeito meio “massa”.

Com o facelift, todos os A1 abandonaram a assistência hidráulica e adotaram o sistema elétrico do S1. E aqui está a ironia: onde a Audi não era lá grande coisa em fazer direção hidráulica com boa sensação, essa elétrica é praticamente tão boa quanto existe. Em estradas sinuosas meio molhadas, eu sempre sabia quanta aderência os pneus dianteiros ainda tinham. Além disso, o conforto ficou menos “seco” do que no A1 original. Pelo menos fica, se você passar longe do chassi Sport.

E o facelift?

Como eu disse, mudanças pequenas. Faróis diferentes, uma grade um pouco mais larga, mais baixa e mais angulosa, rodas novas. Acabamentos internos levemente revistos. Conectividade e mapas mais sofisticados, se você estiver disposto a pagar por isso.

E o preço?

Ah, aqui vem a irritação. O A1 básico custa £14,315 na carroceria de três portas, o que é bem razoável considerando a qualidade. Infelizmente ele vem só com rodas de liga de 15 polegadas e sem Bluetooth. Hoje em dia, isso é como não ter para-brisa. Então a Audi te empurra para a versão Sport, por mais £1,975. Ela traz rodas de 16 polegadas e Bluetooth, que você vai querer. E bancos esportivos (os básicos já são bons), Drive Select (não muda nada de relevante porque você não tem os amortecedores adaptativos opcionais), suspensão esportiva (que você não quer - e até pode retirar, mas sem desconto), faróis de neblina, botões no volante e computador de bordo. Estão pescando trouxas aqui. Um Mini One básico custa menos com o mesmo nível de equipamentos e é mais potente...

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