No sábado, 31 de maio, moradores de Massachusetts e de Rhode Island viveram um momento bem assustador: um duplo estrondo, forte e repentino, fez casas tremerem e, em poucos minutos, as redes sociais ficaram cheias de relatos. Muita gente se perguntou se era um terremoto ou algum tipo de explosão sem origem conhecida.
Dias depois, a NASA esclareceu o que ocorreu: tratava-se de um meteoro com massa comparável à de um elefante (entre 3 e 6 toneladas) que entrou na atmosfera em altíssima velocidade e, já no fim do trajeto, liberou uma energia gigantesca, equivalente a 230 toneladas de TNT. Apesar do susto - e de a região inteira ter, com razão, temido o pior por alguns instantes - não houve vítimas nem danos materiais.
O que aconteceu em 31 de maio na costa Leste
O episódio chamou atenção justamente porque a desintegração aconteceu relativamente tarde, depois de o corpo ter atravessado camadas iniciais da atmosfera sem se desfazer totalmente, o que ajudou a produzir a detonação percebida no solo.
O rocha espacial que assustou a costa Leste
Como dá para ver no vídeo citado, o meteoro foi registado por diferentes câmeras, incluindo dashcams de veículos e sistemas de vigilância residenciais. A aparição é muito rápida: uma bola de fogo com cerca de 1,52 metros de diâmetro iluminou o céu em pleno dia antes de desaparecer perto do horizonte. O estrondo supersônico aparece com nitidez em vários dos vídeos compartilhados no short do YouTube de USAToday.
Números da NASA: velocidade, percurso e ponto de desintegração
De acordo com os cálculos da NASA, o meteoro entrou na atmosfera a 67 592 km/h (quase o dobro da velocidade orbital da Estação Espacial Internacional) e percorreu cerca de 41,8 quilômetros antes de se desintegrar sobre a região, encerrando a trajetória sobre a baía de Cape Cod, ao largo do sudeste de Massachusetts.
Raridade do fenômeno e por que ele foi percebido
Mesmo com o impacto sonoro e visual, a NASA tratou de tranquilizar os moradores sobre o que tinham acabado de presenciar. Todos os anos, milhares de meteoros “batem à nossa porta”, mas na maioria das vezes eles aparecem sobre os oceanos ou áreas desabitadas, passando despercebidos.
Já um objeto desse porte é bem menos comum: a NASA estima que um corpo desse tamanho entre na atmosfera aproximadamente uma vez por ano. Por isso, o ocorrido em 31 de maio foi, em parte, uma coincidência infeliz - ele acabou chegando exatamente sobre um dos corredores mais densamente povoados da costa Leste dos Estados Unidos. Bastariam alguns graus de diferença no ângulo de entrada para ele terminar sobre o Atlântico Norte, sem assustar ninguém.
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