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Exercício MEMBECA 2026: mobilização e objetivos
Com a meta de medir o grau de prontidão, a velocidade de reação e a interoperabilidade das suas tropas, o Exército Brasileiro iniciou o exercício MEMBECA 2026 ao colocar em movimento mais de 4.500 soldados e 200 veículos de combate, na maior mobilização operacional já organizada pelo Comando Militar do Leste (CML). A atividade reúne organizações militares vindas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, combinando diferentes meios terrestres, aéreos e de apoio ao combate em um cenário que reproduz operações de guerra.
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A etapa de abertura do exercício começou em 29 de julho, com ações de apronto operacional das unidades da 1.ª Divisão de Exército e o deslocamento dos respectivos postos de comando para a cidade do Rio de Janeiro. A cerimônia foi conduzida pelo comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, ao lado do comandante Militar do Leste, general Pedro Celso Coelho Montenegro, e de oficiais-generais da guarnição do Rio de Janeiro. Segundo a Força, esse momento inicial buscou expor as capacidades militares que serão empregadas ao longo do exercício e evidenciar o nível de preparo e de interoperabilidade alcançado pelas unidades participantes.
Capacidades demonstradas e integração entre meios
Na apresentação das capacidades, o Exército mostrou um conjunto amplo de equipamentos e procedimentos operacionais, incluindo sistemas de defesa antidrones, recursos de descontaminação DQBRN (Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear), técnicas de escalada operacional e meios de defesa antiaérea. Além disso, as tropas realizaram demonstrações dinâmicas com blindados e aeronaves, com exercícios de tiro empregando diferentes sistemas de armas, o que destacou a coordenação entre os componentes terrestres e aéreos em ambiente tático.
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O exercício também abriu espaço para acompanhar uma variedade de recursos voltados ao suporte das operações. Entre eles, chamou atenção a montagem de uma ponte de campanha Bailey, utilizada para recuperar a mobilidade e manter o fluxo logístico das forças, além de um hospital de campanha modular e desdobrável, com capacidade de realizar cirurgias e internações. Somam-se a isso sistemas modernos de Comando, Controle, Comunicações e Informática (C3I) e capacidades de Inteligência, Vigilância, Reconhecimento e Aquisição de Alvos (IVRA), consideradas decisivas para a condução de operações militares atuais.
Entre os principais meios mobilizados aparecem os blindados VBCR 6×6 Guaraní, EE-09 Cascavel e Iveco LMV Lince, além dos helicópteros HM-4 Jaguar e HM-1 Pantera do Comando de Aviação do Exército. O treinamento inclui ainda o emprego de diferentes plataformas de apoio de fogo - como metralhadoras, canhões, obuses e morteiros - com o uso de munições nos calibres 5,56 mm, 7,62 mm, 90 mm, 105 mm e 155 mm. A composição desses meios permite aproximar o adestramento de condições de combate mais realistas e analisar o desempenho conjunto das unidades envolvidas.
Etapas do MEMBECA 2026: simulações e emprego no terreno
O MEMBECA 2026 foi organizado em três fases que se complementam. A primeira foi uma simulação construtiva, na qual os Estados-Maiores elaboraram planos para solucionar problemas militares simulados dentro de um teatro de operações. Em seguida, ocorreu uma etapa de simulação virtual, apoiada por ferramentas tecnológicas voltadas a sustentar a tomada de decisão no nível tático. Por fim, entre 10 e 15 de agosto, acontecerá a chamada simulação viva, quando as tropas serão efetivamente lançadas ao terreno para executar o que foi planejado e validar os procedimentos desenvolvidos nas fases anteriores.
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