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Helicópteros de ataque AH-64 Apache do Exército dos EUA participaram de um dos exercícios SINKEX do RIMPAC 2026 ao dispararem mísseis SPIKE NLOS, em uma ação na qual o cruzador desativado USS Mobile Bay CG 53, da Marinha norte-americana, serviu como alvo naval. Equipes e aeronaves da 16th Combat Aviation Brigade, 7th Infantry Division, Multi-Domain Command-Pacific estabeleceram um marco ao empregar, pela primeira vez, esses projéteis contra uma unidade de superfície de grande porte.
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SINKEX no RIMPAC 2026: USS Mobile Bay e USS Peleliu como alvos
No RIMPAC 2026, foram conduzidos dois exercícios SINKEX: o primeiro ocorreu em 12 de julho, tendo como alvo o cruzador USS Mobile Bay; o segundo SINKEX foi realizado cinco dias depois, quando o objetivo passou a ser o navio anfíbio USS Peleliu LHA 5. As duas unidades sofreram danos severos devido à atuação de diferentes aeronaves e navios que participaram do RIMPAC, tanto pelo emprego de mísseis quanto por fogo de artilharia naval e torpedos.
Helicópteros e armamentos que também atuaram nos SINKEX
Os AH-64 Apache com seus mísseis SPIKE NLOS não foram a única combinação de asas rotativas a entrar em ação durante os SINKEX. Também participaram do confronto helicópteros SH-101 da Marinha Militar italiana com mísseis Marte, MH-60R australianos com AGM-114 Hellfire e até mesmo um SH-2G Seasprite neozelandês, que lançou um míssil AGM-119 Penguin.
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Ao fim, ambos os SINKEX foram concluídos com sucesso. A organização do RIMPAC também destacou a relevância desse tipo de treinamento, já que ele cumpre um papel essencial para avaliar capacidades e verificar o desempenho dos diferentes sistemas de armas envolvidos.
SPIKE NLOS, os novos “dentes” do AH-64 Apache do Exército dos EUA
Os disparos realizados nos SINKEX do RIMPAC 2026 viabilizaram a certificação da integração e do funcionamento adequado do conjunto AH-64 Apache + SPIKE NLOS. Essa etapa se insere em um processo iniciado pelo Exército dos EUA em dezembro de 2023, no contexto da Fase 1 do programa Missile Mobile Long-Range Precision Strike Missile (M-LRPSM). Já a Fase 2 começou em outubro de 2025, depois que um novo contrato foi concedido à Lockheed Martin.
A iniciativa nasceu da necessidade do Exército dos EUA de dotar suas Brigadas Móveis de Combate com uma capacidade de ataque de longo alcance, além da linha de visada. A solução a ser selecionada deve conseguir engajar alvos a distâncias superiores a 30 quilômetros, oferecer múltiplos modos de guiagem e apresentar elevada resistência aos efeitos de sistemas de guerra eletrônica.
Desde que Lockheed Martin–Rafael foram escolhidas para fornecer o míssil SPIKE NLOS, os Apache do Exército dos EUA acumularam inúmeros disparos, realizados sob diferentes condições e em ambientes geográficos variados. Um desses testes confirmou as capacidades do AH-64Ev6 Apache Guardian armado com SPIKE para engajar alvos navais: o evento ocorreu na Polônia, onde dois alvos foram destruídos a 25 quilômetros de distância.
Imagem de capa: US Army – Staff Sgt. Christian Morton
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