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Tom Homan, “czar das fronteiras” dos EUA, diz que mortes em ações do ICE poderiam ser evitadas

Agente do ICE ajusta câmera corporal enquanto pai e filha estão próximos a carro à beira da estrada em área deserta.

Tom Homan, conhecido como o “czar das fronteiras” dos EUA, declarou nesta segunda-feira que os migrantes que morreram em ações recentes das autoridades de imigração “estariam hoje vivos” caso tivessem cumprido as ordens dadas pelos agentes durante as abordagens.

Declarações de Tom Homan sobre as mortes em operações do ICE

Questionado por jornalistas na porta da Casa Branca sobre as investigações em andamento envolvendo a morte de dois homens - baleados pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no Maine e no Texas -, Homan atribuiu os desfechos ao descumprimento de comandos policiais.

"Tudo se resume a um facto simples: estas pessoas não obedeceram às ordens das autoridades", frisou.

Em seguida, reforçou a mesma linha ao tratar do que considera ser a conduta esperada durante intervenções policiais: "Devemos sempre obedecer às ordens das autoridades policiais. Se o tivessem feito, estariam vivos hoje".

Quem eram os migrantes mortos após abordagens de trânsito

Nos últimos dias, dois migrantes morreram após serem baleados pelo ICE em ações que ocorreram depois de abordagens de trânsito: o mexicano Lorenzo Salgado Araújo, no Texas, e o colombiano Johan Durán, no Maine.

Além desses casos, no dia 14 de julho, outro migrante - cuja identidade não foi divulgada - morreu na Flórida depois de ser atropelado por um caminhão, após outra abordagem de trânsito realizada pelo ICE.

Outros casos polêmicos citados por Homan e o papel do “czar da fronteira”

Homan também comentou nesta segunda-feira outros episódios controversos registrados ao longo deste ano, incluindo as mortes de dois cidadãos norte-americanos, atingidos por tiros disparados por agentes de imigração em janeiro, no Minnesota.

Ao mencionar as críticas e alegações de falhas relacionadas às ações no estado, ele minimizou a caracterização desses episódios como erros: "Quanto a todos os erros que disseram ter acontecido no Minnesota, não creio que muitos deles tenham sido realmente erros", afirmou.

Homan atua na coordenação das políticas de imigração entre a Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna, estrutura que supervisiona o ICE e outras agências ligadas ao tema.

Câmeras corporais no ICE: pressão política, defesa e cronograma

Assim como ocorreu após operações no Minnesota, as mortes registradas nos últimos dias voltaram a impulsionar cobranças do Partido Democrata e de outras vozes críticas à administração Trump pela adoção obrigatória de câmeras corporais por agentes de imigração.

Sobre o assunto, Homan disse apoiar integralmente o uso desses equipamentos porque, além de aumentarem a transparência das ações, "exoneram os agentes em 90% dos casos".

Ele também afirmou: "Quero que o povo americano veja o que um agente do ICE vê quando está em ação. E acredito que isso ajudará o ICE a combater a desinformação nos media". Na mesma fala, Homan acusou os democratas de terem atrasado a adoção obrigatória das câmeras ao bloquearem o orçamento do Departamento de Segurança Interna no Congresso por 44 dias.

Na semana passada, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que todos os agentes de imigração devem estar usando as câmeras até setembro. Ainda assim, nesta segunda-feira, Homan evitou fixar uma data exata para a implementação.

Segundo o “czar da fronteira”, as equipes que vão operar os sistemas de vídeo estão sendo treinadas para cumprir exigências operacionais e regras de armazenamento.

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