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Rússia emprega o novo drone Príncipe Oleg (KVO) para reconhecimento na Ucrânia

Soldado em uniforme camuflado operando drone com tablet em campo aberto de vegetação seca.

Seguindo a tendência de uso cada vez mais intenso de sistemas não tripulados no campo de batalha, as Forças Armadas da Rússia passaram a empregar, na Ucrânia, o novo drone Príncipe Oleg (KVO). A plataforma foi desenvolvida para cumprir missões de reconhecimento a até 45 quilômetros do ponto de implantação, oferecendo apoio direto a unidades de operações especiais. Segundo reportagens da mídia estatal russa, o sistema também se destacaria por uma elevada capacidade de sobrevivência, inclusive por conseguir se passar por um dos drones ucranianos graças à semelhança visual.

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Sobrevivência e camuflagem do drone Príncipe Oleg (KVO)

Alexey Chadayev, atual Diretor Geral do Centro de Pesquisa e Produção Ushkuynik (PRC), em Veliky Novgorod, afirmou:

“O desenvolvimento de sistemas de defesa aérea FPV - drones contra drones no céu - levou a um verdadeiro genocídio de drones de reconhecimento em ambos os lados. (…) O KVO demonstrou uma taxa de sobrevivência inesperadamente alta pelo simples motivo de que os ucranianos o confundem com algumas de suas próprias aeronaves, com as quais ele só se assemelha na aparência. É claro que, com o tempo, o inimigo aprenderá a distingui-los, mas, por enquanto, essa característica nos permitiu sobrevoar Sumy, Kharkiv e outros locais.”

Custos, produção em escala e reparos com impressão 3D

Além de atuar como um meio avançado de reconhecimento, Chadayev também disse que os novos drones KVO trariam uma vantagem econômica importante: custariam menos do que outros sistemas hoje empregados pelas Forças Armadas russas, o que facilitaria a fabricação em grande escala. Nessa mesma linha, ele indicou que, caso algum componente se danifique e precise de conserto, as peças poderiam ser produzidas com facilidade por meio de impressoras 3D, reduzindo despesas e acelerando o processo.

A lógica de simplificação, segundo ele, também foi adotada no método de lançamento. Como descreveu o próprio Chadayev: “O Príncipe Oleg não tem um sistema de lançamento complicado: basicamente, basta fincar duas hastes no chão e lançá-lo.”

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Publicação no X (antigo Twitter):

Novo drone russo de fibra ótica “Príncipe Oleg, o Sábio” começou a ser usado para reconhecimento na 🇺🇦

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Fonte: https://twitter.com/Piotr734668/status/1986488378817118387 (6 de novembro de 2025)

Alcance, detecção de alvos e integração com munições de ataque de precisão

Em declarações à imprensa local, Chadayev ainda ressaltou que o drone KVO tenderia a ser especialmente valioso quando empregado de forma complementar às munições de ataque de precisão já disponíveis às tropas russas, contribuindo para a identificação de alvos potenciais. Vale lembrar que essa função vinha sendo cumprida sobretudo com sistemas não tripulados comerciais, como os modelos Mavic, cujo alcance é consideravelmente inferior ao que se atribui a essa nova plataforma - trata-se, conforme indicado, de uma diferença de 20 a 30 quilômetros.

Por fim, também é mencionado que o sistema de transmissão de imagens do KVO já estaria plenamente integrado a outros softwares usados em munições de ataque de precisão. De acordo com os relatos, isso permitiria que o operador desses “drones kamikaze” receba imagens em tempo real nas mesmas telas em que são captadas pelos novos drones de reconhecimento, viabilizando ataques com maior consciência situacional.

Créditos das imagens aos seus respectivos proprietários.

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