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RAAF: C-130J Super Hércules do 37º Esquadrão ultrapassa 170.000 horas de voo

Três militares caminham na pista ao lado de um avião de transporte militar estacionado ao entardecer.
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Marco de 170.000 horas para o C-130J Super Hércules da RAAF

Em setembro de 2025, a Real Força Aérea Australiana (RAAF) comemorou um feito histórico: a frota de C-130J Super Hércules, operada pelo 37º Esquadrão a partir da Base Aérea de Richmond, em Nova Gales do Sul, ultrapassou 170.000 horas de voo acumuladas. O número simboliza mais de vinte anos de operação contínua em missões dentro e fora do país e reforça o Hércules como um componente central da capacidade australiana de transporte tático.

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Emprego operacional e versatilidade desde 1999

Desde que entrou em serviço, em 1999, o C-130J vem se destacando pela versatilidade, incluindo a aptidão para operar em pistas não preparadas e sob condições meteorológicas e operacionais adversas. O leque de tarefas inclui operações internacionais de combate e de apoio logístico, com destacamentos no Oriente Médio em missões como Slipper, Okra e Highroad, além de ações de assistência humanitária e resposta a desastres.

Nesse conjunto, aparecem eventos como o tsunami do Oceano Índico, em 2004, as enchentes em Queensland, o ciclone Yasi, os incêndios florestais de 2019–2020 e a erupção vulcânica em Tonga, em 2022.

Continuidade do C-130J e a transição prevista com o Projeto AIR 7404

Vale destacar que a frota de C-130J da RAAF deverá permanecer em operação até a década de 2030, quando será substituída por uma nova geração do Hércules no âmbito do Projeto AIR 7404. Até lá, segue como a espinha dorsal do transporte aéreo tático australiano, com um histórico que também registra 870.000 horas de voo acumuladas somando os Esquadrões 36 e 37, em todas as variantes do C-130.

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A missão que registrou a hora 170.000

O voo que registrou a hora de número 170.000 foi uma missão de reabastecimento para Port Moresby, em apoio ao exercício Olgeta Warrior - um exemplo típico do perfil do C-130J: transporte de carga e de pessoal em ambientes regionais exigentes. O tenente de voo David Campbell, piloto do 37º Esquadrão da Real Força Aérea Australiana, ressaltou que o marco só foi possível pelo esforço combinado de manutenção, logística e operações, cujo trabalho nos bastidores amplia o valor de cada hora voada contabilizada.

Por fim, a comandante do 37º Esquadrão, Wing Commander Dianne Bell, enfatizou que marcos como esse ajudam a refletir sobre “o que o C-130 entregou com segurança durante décadas, tanto na Austrália quanto no exterior, e para o que ele precisa estar preparado para enfrentar no futuro”.

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