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O Ministério da Defesa Nacional e as Forças Armadas do Paraguai ampliaram a presença no norte e no leste do país com as operações “Norte Soberano” e “Escudo Guaraní”, iniciativas voltadas a fortalecer os limites fronteiriços com Brasil e Argentina.
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Fronteira do Paraguai com Brasil e Argentina: trechos secos e áreas fluviais
A região de fronteira combina setores úmidos e trechos secos. No leste, a delimitação inclui cursos d’água como os rios Paraná, Paraguai e Iguaçu; já o segmento seco fica na linha entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã.
Operações Norte Soberano e Escudo Guaraní no leste e no norte
Segundo o ministro da Defesa do Paraguai, Óscar González, as forças estão executando ações simultâneas para reforçar a área: “As Forças Militares estão levando três operações em simultâneo; estamos reforçando a sub área de pacificação número 8 do CODI (Comando de Operação de Defesa Interna), em Pedro Juan Caballero, estamos realizando tarefas de controle e interceptação de las vias de acesso para colaborar com a Polícia Nacional. Isto é um reforço dos elementos militares que se encontram nas imediações da cidade”.
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Além dessas iniciativas, a operação “Jejoko Mbareté” segue em andamento. Nela, a Marinha Paraguaia, em coordenação com a Força Aérea e o Exército, é responsável pela fiscalização dos canais hídricos que funcionam como fronteira do Paraguai.
Designação de grupos brasileiros como terroristas (PCC e Comando Vermelho)
O Governo Paraguaio classificou as facções armadas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como grupos terroristas. A medida tende a facilitar a atuação das Forças Armadas diante de suspeitas de infiltração de integrantes dessas organizações no território paraguaio.
O contralmirante (R) Cíbar Benítez, ministro secretário do Codena (Conselho de Defesa Nacional), afirmou que o nível de alerta foi elevado: “Se elevou ao máximo o nível de alerta em toda a franja de fronteira, particularmente no leste (do país), com reforços de meios, pessoal e material, mais inteligência, tudo o que tem a ver com defesa e segurança. Estas são operações conjuntas, forças nossas e combinadas com Argentina e Brasil”.
Ao comentar o decreto do presidente Peña que enquadra essas organizações criminosas brasileiras como terroristas, Benítez reforçou: “Eles não só incidem na vida particular das pessoas, como atentam contra a soberania, contra o nosso território, invadem nossas instituições, são organizações terroristas”.
Sobre o deslocamento de meios militares, o general César Moreno, das Forças Militares, destacou: “Enviamos homens, veículos blindados e móveis que permitem que o pessoal tenha melhor capacidade de desdobramento na área. A ação é acompanhada pelo Batalhão de Inteligência Militar; a presença desses homens será por tempo indefinido. Nosso pessoal tem a faculdade para combater”.
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