Design : por que a Clio 6 faz tabula rasa do passado ?
Dá para entender o burburinho: a Clio 6 mal apareceu e já virou assunto. De longe, ela parece “outra” - e nas redes sociais a discussão está quente. Muita gente diz que a nova Renault Clio não tem mais nada de Clio… É que a quarta e a quinta gerações eram tão próximas no desenho que quase pareciam um mesmo modelo evoluindo aos poucos. Com este sexto capítulo, essa ligação visual se rompeu. Mas sejamos justos: as três primeiras Clios também não tinham tanto em comum no traço. Então, sem pânico.
No lado de fora, essa mudança pode ser um sopro de renovação bem-vindo - resta ver se ela “pega” na rua. Por dentro, porém, a primeira impressão foi menos empolgante. O visual é mais consensual e o conjunto bem escuro, com pouca ousadia. E ainda ficou a sensação de que o acabamento pode ter recuado. Tomara que seja apenas impressão inicial e que a apresentação esteja no nível da antecessora.
Hybride 160 ch : Renault pode realmente cumprir a promessa dos 3,9 l/100 km ?
A nova Renault Clio mantém uma opção híbrida, mas com uma receita revista. Em vez do conjunto anterior, ela traz um motor a combustão mais forte (1,8 l de 109 ch, contra 1,6 l de 91 ch antes). A potência combinada sobe de 145 para 160 ch. Mesmo assim, a Renault declara consumo em queda, anunciado em 3,9 l/100 km no ciclo WLTP. Estamos curiosos para colocar esse número à prova no mundo real.
Ainda mais porque a bateria cresce um pouco, ajudando a autonomia elétrica (1,4 kWh em vez de 1,2 kWh na Clio antiga). Isso tende a favorecer a eficiência - pelo menos em velocidades moderadas. Vamos conferir as promessas em modo Eco num trajeto longo majoritariamente fora de área urbana, com trechos limitados a 70, 80 e 90 km/h.
Conforto e versatilidade : a nova Clio consegue continuar a rainha da estrada ?
Ela está mesmo “crescendo”, não é? A nova Renault Clio passa por uma verdadeira crise de crescimento e agora mede 4,12 m, tornando-se a maior do segmento. A expectativa, então, é que a habitabilidade vire referência - justamente onde a geração anterior não se destacava tanto. Quanto ao porta-malas, o Losango anuncia 301 litros na versão híbrida e 391 litros na a gasolina. Números bem alinhados aos da Clio anterior.
É na estrada que ela também será cobrada. A francesa sempre mostrou um comportamento dinâmico de categoria acima, com uma síntese muito competente entre conforto e agilidade. Será que a caçula repete a fórmula? Vamos verificar na cidade e em estradas, e também na rodovia, onde o isolamento acústico precisa estar à altura.
OpenR Link : por que a tela Google vai deixar a concorrência para trás
Sai o Easy Link, entra a excelente interface OpenR Link de 10 polegadas que estreou na Mégane elétrica. Rodando em Android Automotive, o sistema se destaca pela fluidez e pela resposta rápida. De bônus, traz Google Maps e Waze integrados - sem exigir conexão do smartphone. E completa o pacote com um catálogo para baixar cerca de uma centena de aplicativos.
Em resumo, como já acontece com a R5, a nova Clio deve ser uma das mais completas do segmento nesse ponto. No restante, a lista de equipamentos promete avançar em relação ao modelo anterior. Na versão topo Esprit Alpine, a compacta oferece de série condução semiautônoma, assistência de estacionamento dianteira, traseira e lateral, câmera de ré, rodas de 18 polegadas…
A conta, porém, sobe: 27 600 € na gasolina e 29 300 € na híbrida. Valores altos, mas ainda próximos aos de Peugeot 208 e Toyota Yaris, que nem sempre entregam mais por isso.
Encontro marcado: neste domingo, às 11h, para conferir nossa avaliação completa da nova Renault Clio híbrida!
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