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Bélgica inaugura nova instalação para fabricar estabilizadores horizontais do F-35

Mulher com macacão azul operando tablet e scanner 3D perto de avião militar em oficina iluminada.
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Nova instalação na província de Hainaut

A Bélgica inaugurou uma nova unidade industrial dedicada à fabricação de estabilizadores horizontais do caça furtivo F-35, reforçando o papel do país na cadeia global de fornecimento da aeronave de quinta geração usada pela Força Aérea e por vários parceiros europeus. Situada na província de Hainaut, a planta marca mais um avanço na estratégia de Bruxelas para ampliar a presença da sua indústria de defesa em grandes programas aeroespaciais internacionais.

BeLightning: Sonaca, ASCO e SABCA no programa F-35

O empreendimento é conduzido pela BeLightning, joint venture que reúne Sonaca, ASCO e SABCA. Pelo acordo industrial, ASCO e SABCA ficam encarregadas de produzir os componentes estruturais dos estabilizadores horizontais, enquanto a Sonaca assume a montagem final, com apoio da Lockheed Martin. Essas superfícies de controle, instaladas de cada lado do motor Pratt & Whitney F135, são essenciais para manter a estabilidade e a manobrabilidade da aeronave, além de precisarem resistir a elevadas cargas aerodinâmicas e térmicas.

Participação europeia e suprimentos no ecossistema do F-35

A abertura da fábrica está alinhada ao objetivo mais amplo do país de garantir uma presença industrial europeia maior dentro do programa F-35. No começo deste ano, o ministro da Defesa da Bélgica, Theo Francken, ressaltou a importância de maximizar a participação europeia na rede de produção e de suporte ligada ao caça, defendendo que cadeias de fornecimento mais fortes no continente podem trazer ganhos estratégicos e económicos aos países envolvidos.

A Bélgica também tem procurado equilibrar a compra do F-35 com a aquisição de equipamentos junto a fabricantes europeus de defesa. Em maio, o país anunciou a compra de mísseis de cruzeiro Joint Strike Missile (JSM), fabricados pela Kongsberg Defence & Aerospace, para equipar sua futura frota de F-35. Com isso, a Bélgica se posiciona ao lado de outros operadores europeus, como Noruega e Alemanha, e também passa a integrar o grupo mais amplo de utilizadores do JSM, que inclui Estados Unidos, Austrália e Japão.

Ampliação da frota belga e produção em Cameri

A maior participação industrial belga ocorre enquanto o país segue ampliando a sua frota de F-35. Em julho de 2025, Bruxelas confirmou planos para adquirir mais 11 aeronaves além do pedido original de 34 caças, num programa inicialmente avaliado em aproximadamente $6.53 billion. A expectativa é que as novas unidades sejam produzidas em Cameri, na Itália, onde fica a mais completa instalação europeia de fabricação e manutenção do F-35.

Quando todas as entregas forem concluídas, a Força Aérea da Bélgica deverá operar um total de 45 caças furtivos F-35. Embora esse número ainda esteja abaixo da necessidade de 55 aeronaves apontada anteriormente por planejadores militares, a expansão deve elevar de forma significativa a capacidade de combate aéreo do país e aprofundar a sua integração na crescente rede da OTAN de operadores de caças de quinta geração.

Imagens usadas apenas para fins ilustrativos.

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