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Transferência de tanques T-59D ao Camboja e indícios iniciais
Imagens que circularam nas redes sociais indicam que a China teria concluído a transferência de um primeiro lote de tanques T-59D para as Forças Armadas Reais do Camboja. Os registros mostram um comboio noturno de veículos transportando equipamentos cobertos por lonas e redes de camuflagem.
A verificação do local onde as fotos foram feitas situou o comboio passando em frente ao porto de Sihanoukville, seguindo para leste na direção da Rota 4, a principal via de acesso a Phnom Penh.
Confirmação oficial e cooperação militar (39 unidades de um total de 93)
A confirmação por canais oficiais veio em 9 de junho, quando o adido militar chinês, o general de divisão Zhang Linhong, visitou o Ministério da Defesa do Camboja e confirmou que o país já havia recebido este primeiro lote de 39 unidades, dentro de um total de 93 veículos previstos em um programa anual de cooperação militar.
Segundo o adido, trata-se de um projeto de assistência estabelecido antes dos dois confrontos entre Camboja e Tailândia ocorridos no ano passado, cujo cessar-fogo - em vigor desde 27 de dezembro - permanece mantido até o momento. De acordo com o Ministério da Defesa da Tailândia, o acordo de cooperação entre os dois países existe desde 2016.
O que é o tanque T-59D: origem, modernização e capacidades
Do ponto de vista técnico, o T-59D é um tanque de batalha principal, uma variante modernizada do Tipo 059 e a versão chinesa do soviético T-54A. O projeto tem raízes no fim da década de 1940; para evitar a obsolescência, a China modernizou centenas de carros já existentes, incorporando melhorias em poder de fogo, proteção e sistemas eletrônicos.
O armamento principal foi atualizado do canhão original de 100mm para um canhão de 105mm (Tipo 83), apto a empregar munição APFSDS e a lançar mísseis guiados antitanque pelo próprio cano. No quesito proteção, foi instalada blindagem reativa explosiva (ERA) na torre e na parte frontal do casco, enquanto o sistema de controle de tiro recebeu aprimoramentos com detecção térmica e computadores balísticos digitais.
Reação da Tailândia e cenário na fronteira
A resposta tailandesa foi marcada por uma cautela calculada. O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul minimizou o tema, afirmando que não diz respeito diretamente à Tailândia. Já o secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, Chatchai Bangchuad, declarou que a situação na fronteira continua frágil, porém administrável.
Por sua vez, o ministro da Defesa Adul Boonthamcharoen confirmou que os tanques chegaram a um porto cambojano, mas disse que não há indícios de que tenham sido deslocados para a fronteira com a Tailândia.
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